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Precisão, multicanalidade e compreensão humana: o esperar do BI em 2019

Parâmetros de análise de informações terão de ser muito claros, especialmente em relação a integrações com plataformas de AI e machine learning

Augusto Fleck*

18/12/2018 às 8h58

BI 2019
Foto: Shutterstock

Ganho de competitividade e incremento de receita serão os principais motes que orientarão o mercado de Business Intelligence (BI) em 2019, alavancando a tendência de crescimento deste tipo de software e sua maior adesão às estratégias de negócios globais.

Dentre as frentes em que esta tecnologia mais deverá crescer, duas se destacam, no que tange às features de sistemas desta linha: precisão e agilidade no tratamento dos dados. O impulso à interpretação e aplicação das informações também não fica atrás, estando no Top 3 das tendências de BI para o próximo ano.

Conforme análises locais, globais e alinhamentos com estudos de mercado realizados pelas maiores consultorias do mundo, é possível identificar alguns passos que o mercado de BI deverá seguir ao longo dos próximos 12 meses. Eis alguns deles:

Os parâmetros de análise de informações terão de ser muito claros, especialmente em relação a integrações com plataformas de inteligência artificial (AI) e machine learning, para as quais ainda existem, atualmente, questionamentos sobre as direções apontadas. No caso do BI, será fundamental evidenciar quais os modelos usados pela máquina para realizar as análises.

Compreensão automática, linguagem humana

O processamento de linguagem natural (da sigla NLP, em inglês Natural Language Processingem), que se refere a questões geradas pela compreensão automática de máquinas para línguas humanas naturais, deverá crescer no mercado corporativo, mudando modelos de interação com máquinas. Caberá ao BI ajudar na conversão de ambientes de trabalho analógicos em operações autônomas e orientadas por dados.

Multicanal

Os processos de BI e de Analytics já vêm em uma onda crescente de adesão à mobilidade. Tal movimento deverá aumentar em 2019, já que empresas de todos os portes e setores demandarão disponibilidade total de dados em dispositivos diversos. Garantir uma gestão bem embasada por dados exigirá ao BI estar presente em qualquer local, a qualquer hora, realizando análises 24x7x365 e com histórico único. O objetivo é evitar que a troca de dispositivos, aplicativos e o resgate de informações já computadas em outros devices afete o poder de decisão os gestores.

Histórias bem contadas – e analisadas

A técnica do story telling, já bastante aderida ao universo corporativo, invadirá o ambiente de BI e Analytics. Será tendência a adesão do mercado a features focadas na construção da avaliação das informações por meio de análise histórica, tanto da empresa, quanto de seus mercados, concorrentes, macroeconomia, entre outros cenários. Os dados terão trajetória suficiente para oferecer a possibilidade de debater resultados com base em presente e passado, gerando projeções futuras.

BI to all

As ferramentas de BI e BA deixarão, definitivamente, as mãos dos gestores, unicamente, para se tornarem objetos de trabalho de todos os colaboradores – ou, pelo menos, de todos aqueles que exercem funções estratégicas, em todos os departamentos. Tal envolvimento será essencial para garantir o diferencial de empresas no mercado, aproximando equipes e operações do alcance de resultados projetados. Estratégia que passará diretamente pelo aperfeiçoamento, tanto das ferramentas de software de análise, quanto dos modelos de atuação, por meio de feedbacks dos diversos corpos de usuários envolvidos.

*Augusto Fleck é CTO da BIMachine

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