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Sciensa estrutura negócios para atingir meta ambiciosa até 2021

Empresa inaugura nova sede em São Paulo e reestrutura verticais para sair de R$ 50 milhões para R$ 150 milhões de faturamento

Guilherme Borini

17/12/2018 às 9h45

Foto: Divulgação/Sciensa

"Sonhar grande e sonhar pequeno dá o mesmo trabalho". A frase do economista e empresário Jorge Paulo Lemann inspira o empreendedor brasileiro Felipe Oliveira, que há oito anos fundou a Sciensa, consultoria de tecnologia focada em projetos de transformação digital para grandes empresas. O faturamento da companhia atualmente é de cerca de R$ 50 milhões e a meta é alcançar ao menos R$ 150 milhões em 2021, com crescimento respaldado em planos ambiciosos.

"Há oito anos, eu estava em uma mesa de plástico, e hoje com uma sede em um dos prédios mais modernos de São Paulo (no bairro Jardins, área nobre de São Paulo) com 140 funcionários", lembrou Oliveira, em conversa com a Computerworld Brasil, ressaltando que o investimento em infraestrutura física também é outro foco. Após inaugurar a nova sede, a expectativa é de ter 350 pessoas em 2021 e, além do novo endereço, a empresa abriu um espaço de coworking próprio para uso exclusivo de seus clientes.

Trajetória

Após ter trabalhado na área técnica de tecnologia em empresas como SulAmérica e BNP Paribas, Oliveira decidiu reunir seu conhecimento para começar a empreender. Em meados de 2010, ao buscar um segmento para investir tempo e recursos, percebeu que o mercado brasileiro tinha baixa maturidade no entendimento do ainda não muito conhecido termo “transformação digital”.

Ele decidiu apostar nessa tendência e criou a SOA|Expert (hoje Sciensa), empresa que inicialmente ajudava a preparar novos profissionais para o mercado, usando o conhecimento das necessidades tecnológicas de grandes companhias.

Ao longo desses oito anos, a companhia conquistou importantes clientes, como XP Investimentos, Porto Seguro, Gerdau, Magazine Luiza, CVC e Stelo.

Estrutura

Atualmente, a Sciensa é estruturada em três unidades de negócios. A primeira delas é o Digital Labs, responsável por criar empresas digitais por meio de soluções estratégicas, acompanhando desde a implantação até a apuração dos resultados de negócio. A segunda linha é a de Service IT, unidade que oferece soluções de tecnologia alinhadas com a necessidade pontual de empresas. Por fim, a HR Tech, focada na oferta de soluções e mão de obra qualificada para a área de RH e coaching em empresas com elevada maturidade digital e cultura ágil.

O plano estratégico visando os próximos anos, no entanto, prevê algumas mudanças.

A primeira delas é a retirada da vertical de HR Tech, além da consolidação de Digital Labs e Serviços. O foco é criar três novas: uma de Customer Experience, baseada no uso de dados para tomada de decisões com foco nos clientes, uma área de Ventures, de olho no trabalho junto a startups, além da vertical de Estratégia, algo que o executivo considera um grande diferencial da Sciensa em relação a outras consultorias. Isso porquê a empresa passa a oferecer uma análise completa do cenário e da necessidade digital do cliente e, feito isso, oferta recursos para colocar tudo o que foi mapeado em prática. O chamado serviço de ponta a ponta. "O cliente tem todo o cenário mapeado e não precisa ir ao mercado em busca de uma empresa para implementar. A Sciensa faz os dois", destacou Oliveira.

A vertical de Ventures é tratada por Oliveira como a "ponte" para o futuro. A meta do empreendedor é estruturar os negócios sob esses quatro novos pilares, para poder entregar o comando em 2021 para Felipe Rodrigues, executivo que foi contratado neste ano como diretor executivo. Enquanto isso, Oliveira poderia focar no negócio de Ventures, bem como ficar no conselho.

Há 15 anos no mercado, Rodrigues acumula experiência no setor de tecnologia, atuando como cofundador da Lambda3, empresa referência em qualidade no desenvolvimento de software, e fundador do Crafters Innovation Studio, local em que já desenvolveu mais de 70 plataformas de software e aplicativos. Antes disso, passou por grandes companhias como IBM, TAM, SAP e Bradesco.

Os sonhos são ambiciosos, mas o estágio da transformação digital no Brasil permite empresas deste ramo a sonhar alto. Ainda há muito trabalho a ser feito para que empresas brasileiras se tornem de fato digitais. A Sciensa sabe disso e quer tonar a ambição em sucesso na prática.

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