Home  >  Inovação

White Martins adota AI para identificar fadiga e distração de motoristas

Tecnologia de inteligência artificial ajuda na prevenção de acidentes

Da Redação

14/12/2018 às 11h19

Foto: Shutterstock

A White Martins, fornecedora de gases industriais e medicinais, apostou no uso de tecnologias de inteligência artificial (AI, na sigla em inglês) para auxiliar a identificar fadiga ou distração dos motoristas dos caminhões de sua frota.

A tecnologia captura a imagem do motorista em posição correta de direção, analisa os traços de sua face e cria uma base com suas respectivas características. Cada motorista tem seu padrão traçado, respeitando a imagem de cada um: tamanho dos olhos, formato do rosto ou mesmo um comportamento individual como piscar muito os olhos. A partir dessa base, o scanner da câmera identifica durante as viagens se alguma reação diferente da base estabelecida está ocorrendo.

Marcos Guimarães, diretor de Logística de Líquidos da White Martins para a América do Sul, lembra que foram meses de testes para aprimorarmos o uso da ferramenta. "Toda tecnologia que venha nos assistir no aprimoramento da segurança é bem vista pela companhia", destacou.

Ele comenta que, em tempo real, é possível identificar se motorista está piscando muito ou fecha os olhos mais tempo do que o normal, o que pode indicar sonolência; ou olhar para a lateral, sinalizar que está distraído.

Ao verificar um evento de fadiga, o sistema aciona a cadeira, que vibrará e uma breve buzina para que o motorista tenha atenção. As imagens são enviadas a uma central de monitoramento que pode analisar o ocorrido em tempo real. Além disso, o supervisor da região recebe imediatamente um aviso no celular e uma ligação da central para que entre em contato com o condutor e avalie se este tem condições para seguir viagem.

Ainda, a ferramenta ajuda a perceber distrações com celular, com paisagem ou sonolência. A White Martins ressalta que tem um rigoroso controle da saúde e bem-estar de seus motoristas, que dormem em hotéis, não dirigem por mais do que o recomendado por dia e passam por constantes treinamentos.

O projeto piloto foi implantado em caminhões no Brasil e na Colômbia. Até o final de 2018, 200 a 250 caminhões terão o equipamento instalado em vários países de América do Sul. Neste primeiro momento, serão priorizados os veículos de rotas críticas (regiões montanhosas) ou longas (mais de 400 quilômetros de distância). A empresa tem a expectativa de implantar a tecnologia nos próximos quatro anos em todas as carretas. A expectativa é de uma redução de 27% em redução de eventos de alta severidade (colisões) e 28% de queda de roll overs (tombamentos).

"Mesmo não tendo uma quantidade significativa de acidentes de alta severidade preveníveis – registramos cinco em 2017, nosso foco é a prevenção. Nossas carretas, considerando a atuação da companhia na América do Sul, rodam mais de 65 milhões de quilômetros por ano, o que seria suficiente para dar mais de 1600 voltas na terra. Por isso, é imprescindível o investimento em uma tecnologia que trará mais segurança aos nossos motoristas e às pessoas que circulam nas estradas", completou Gonzalez.