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A hora para desenvolver tecnologia no Brasil é agora

Mesmo com economia ainda em estágio de recuperação, panorama para desenvolvimento de tecnologia é animador

Nino Palermo*

13/12/2018 às 8h58

Foto: Shutterstock

Atualmente, ser desenvolvedor no Brasil não é mais “a profissão do futuro” e sim a profissão do “agora e já”. A alta procura por esses profissionais vem acompanhada por ofertas estimulantes – um cenário ideal para o perfil inquieto e inovador desse público.

Claro que a TI sempre foi importante, assim como o seu desenvolvimento. A tecnologia é um pilar fundamental de qualquer empresa: é a base para muitas soluções que possibilitam expandir negócios, ajustar processos e renovar operações como um todo. Mas a versão brasileira do “Vale do Silício” nunca esteve tão forte e, consequentemente, as oportunidades para os desenvolvedores acompanham.

Para startups e scale ups, empresas que têm a tecnologia em seu DNA, isso significa que o desafio nessa procura cresceu. Se antes a grande questão era encontrar profissionais qualificados e, muitas vezes, fornecer capacitação e treinamentos, hoje também é preciso criar estratégias para manter esses colaboradores motivados e produtivos internamente. Não há fórmula exata, mas dois pontos são indispensáveis: reconhecimento pessoal e um constante investimento em tecnologia de primeira linha.

A escassez de mão de obra no setor torna a competição feroz: há uma clara inflação de valores no mercado e busca por recursos cada vez mais qualificados. Se por um lado essa realidade é ingrata, por outro é inegável a evolução da cultura brasileira de desenvolvimento e engenharia e como o setor como um todo se profissionalizou para atuar perto do nível de gigantes como Estados Unidos e Índia. A possibilidade de trabalho remoto também oferece um universo plural e rico no que diz respeito à diversidade de ideias e experiências.

Se acomodar em uma onda de sucesso ou então no modelo de negócios atual está fora de questão. O desenvolvedor tem um apetite por aprender coisas novas e divertidas, além de tirar muito proveito das trocas de conhecimento. A comunidade é sólida e esse intercâmbio não pode faltar para que a passagem na empresa seja valiosa para ele e o empregador.

Mesmo com a economia ainda em estágio de recuperação, o panorama para o desenvolvimento de tecnologia no Brasil é animador. Há muita novidade no segmento voltado para os mais diversos setores do mercado e a oportunidade de criar soluções acompanha esse movimento -- ou seja, é um prato cheio para a inovação e, o melhor, aqui mesmo no Brasil.


* Nino Palermo é CTO da Printi