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Manifesto pede mudanças na lei de proteção de dados (LGPD)

Assespro Nacional lidera iniciativa que pede criação de autoridade nacional

Da Redação

10/12/2018 às 9h01

Foto: Shutterstock

Legenda:

A Assespro Nacional (Federação das Associações das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação), entidade que representa as empresas de TI no Brasil, está liderando um manifesto em que faz um apelo ao governo pelo aperfeiçoamento da Lei Geral de Proteção a Dados Pessoais (LGPD), solicitando, sobretudo a criação de uma Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD).

A entidade reitera seu apoio aos vetos do Poder Executivo ao texto original principalmente no parágrafo sobre a criação da ANPD, uma vez que vários dos trechos vetados são potencialmente inconstitucionais. Após o veto, o governo chegou a dizer que iria solucionar esta questão por meio de um projeto de lei, em forma de Medida Provisória, porém esta ação ainda não evoluiu.

A entidade ressaltou a importância da criação de uma ANPD, com bases nas funções de uma Agência Reguladora, assessorada por um Conselho Representativo da sociedade organizada.

Ítalo Nogueira, presidente recém-eleito para o biênio 2019-2020 da Assespro Nacional, comenta que, no texto original, foi dada a ANPD o poder de fiscal, polícia, juiz de forma simultânea a regulação, violando o princípio constitucional da divisão de poderes. "O que queremos é um aperfeiçoamento da Agência, que ela tenha sim função de regulação, controle, inspeção e punição, mas que seja uma agência reguladora autônoma e que disponha de um órgão consultivo constituído por representantes credenciados da sociedade civil", disse.

No manifesto, a entidade ressalta também que a proteção de dados pessoais no país seja claramente identificada como sendo matéria de exclusivo ordenamento jurídico federal, de forma a barrar legislação municipal e estadual, que apenas aumenta o ‘custo Brasil’ sem trazer nenhuma proteção adicional aos cidadãos. "É importante evitar, por exemplo, o surgimento de leis de âmbitos municipais ou estaduais que possam atrapalhar a soberania de normas da Lei Geral de Proteção a Dados Pessoais", completou Nogueira.