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5G trará ainda mais revoluções para o mercado, acredita Qualcomm

Empresa detalhou a evolução da rede de telefone móvel até chegar ao novo padrão, que mudará a forma que as pessoas se conectam

Déborah Oliveira

07/12/2018 às 10h14

Foto: Divulgação/Qualcomm

A Qualcomm está animada com a chegada do 5G. Nesta semana, a empresa acelerou sua estratégia em torno do novo padrão de rede móvel com o lançamento do Snapdragon 855, que suportará velocidades de download multi-gigabit em redes 5G. Os primeiros aparelhos com o processador devem chegar ao mercado ainda no primeiro semestre de 2019.

No palco do evento anual da empresa para apresentar suas novidades, Keith Kressin, vice-presidente sênior de gestão de produto da Qualcomm Technologies, lembrou que a cada década a rede móvel dá um salto. Na década de 90, o mundo viu a chegada do 2G. Dez anos depois, foi a vez do 3G. Em 2010, o 4G, e em 2020, o mercado verá o uso comercial em larga escala do 5G, levando conectividade não só para smartphones, como objetos.

Citando o 4G, o executivo apontou que nos últimos anos, foram realizadas uma série de melhorias, que possibilitou o boom do mercado de aplicativos. Basta olhar para a quantidade de apps, como o Instagram e o WhastApp, que surgiu na crista da onda da evolução do 4G.

“O mundo mudou e o 5G trará mais revoluções, com melhoria de velocidade impressionante”, sentenciou ele. Será possível ver mais conexões de máquinas e ‘coisas’, além de avanços em inteligência artificial (AI), realidades aumentada e virtual e cloud.

Segundo ele, nessa nova era quem vai rodar o mundo será o processador. No caso da Qualcomm, o Snapdragon 855. “Ele definitivamente estará no coração de tudo”, destacou o executivo.

Redes privadas em 5G são oportunidade no Brasil

O brasileiro Cristiano Amon (foto), presidente global da Qualcomm, apontou que apesar de a América Latina e o Brasil não estarem no mapa implementações de 5G no momento, assim como acontece nos Estados Unidos, Ásia e Europa, o País tem algumas oportunidades em curso.

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Uma delas, apontou, é a criação de redes privadas de 5G. Um dos exemplos citados por ele foi o setor automotivo, mas seria razoável dizer também que o agronegócio faria parte da lista. “Acho que seria possível as empresas criarem redes privadas de 5G para internet das coisas. É uma oportunidade.”

Na sua visão, o Brasil precisa e um norte para 5G. Quando o assunto é regulamentação, o executivo acredita que o País deve se alinhar aos padrões internacionais e acelerar seus passos rumo ao novo modelo de rede móvel.

*A jornalista viajou a Mauí, no Havaí, a convite da Qualcomm

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