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Operadoras de olho no 5G estão adotando tecnologia eSIM

Modelo deve se basear em um SIM card embutido no smartphone, não permitindo que o consumidor coloque seu chip físico convencional

Frank Healy*

06/12/2018 às 8h59

Foto: Shutterstock

Depois de muito entusiasmo inicial, fabricantes como Apple, Huawei e Samsung estão adotando a tecnologia eSIM. Trata-se de uma versão virtual do cartão SIM que até então era físico. O modelo deve se basear em um SIM card embutido no smartphone, não permitindo que o consumidor coloque seu chip físico convencional. Ao comprar um novo celular, o usuário poderia adicionar sua linha existente ou mesmo contratar o serviço de outra operadora diretamente na tela do aparelho.

A tecnologia eSIM pode ser uma oportunidade às operadoras para o sucesso da implementação do 5G. Tem muita gente esperando que os eSIMs cheguem de fato.

Quando se trata de SIMs, como muitas coisas, parece que o que estava progredindo de qualquer maneira pode estar prestes a receber um empurrão de outra fonte - que não era considerado por muitas organizações há alguns anos atrás - demanda do consumidor por menos resíduos de embalagens. Segundo a International Card Manufacturers Association (ICMA), havia 5,5 bilhões de cartões SIM fabricados globalmente em 2017. Se as previsões são verdadeiras para o 5G e o IoT,  o volume de embalagens plásticas e resíduos deverão crescer exponencialmente, deixando os ambientalistas e os consumidores mais conscientes furiosos.

Vejo caso de operadoras verdadeiramente proativas, como a Globe nas Filipinas, que está adotando a tecnologia eSIM como uma oportunidade para o futuro próximo, a fim de complementar ao 5G e como um meio para aprimorar as experiências dos clientes. A solução torna-se mais sustentável e impacta menos o meio-ambiente, que é uma promessa mais ampla de 5G em qualquer cenário.

É uma forma de posicionar os produtos com acesso mais simples e direto aos consumidores finais, o que contribui para que não haja mais exclusividade ou prioridades na distribuição de dispositivos entre determinadas operadoras e fabricantes.

Com um SIM card virtual, seria possível mudar de operadora pelo próprio smartphone, de forma ágil e simples. Um turista poderia chegar a um país estrangeiro e contratar um plano pré-pago sem a necessidade de se dirigir a uma loja. Para quem possui mais de uma linha, a troca poderia ser feita com pouquíssimo esforço, apenas alterando uma opção nas configurações do celular.

Alguns fabricantes já possuem seus próprios cards como a Apple que traz um SIM card que permite ao consumidor a escolha a operadora que deseja. Por isso, é importante que os fabricantes deixem a escolha de operadoras por conta do usuário, sem determinar quais marcas poderiam ser utilizadas nos seus dispositivos.

Os dias do SIMs físicos estão contados com a migração para o 5G, transformação digital e com os novos anseios dos consumidores.

*Frank Healy é Product Marketing Manager da Openet

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