Home  >  Negócios

Recursos humanos: a rota da gestão de pessoas com o uso de BI

Foi-se o tempo em que a gestão de pessoas dependia apenas do feeling

Leonardo Farah*

05/12/2018 às 8h09

Foto: Shutterstock

Tecnologia + mineração de dados + trabalho especializado dos profissionais de Recursos Humanos. Esta é uma combinação preciosa – e indispensável –, quando pensamos no desenvolvimento humano dentro das empresas da atualidade. E isso porquê, hoje, é possível afirmar que, decisões não ancoradas em dados, inclusive no terreno do RH, podem ser consideradas apenas feeling.

Apesar disso, noto que, quando iniciamos um projeto de análise dos dados, na grande maioria dos casos, as primeiras áreas atendidas são as que tem como tema principal algo relacionado a finanças, vendas ou gestão comercial. Ou seja: dificilmente a área eleita como frente de cronograma é a de Recursos Humanos.

Mas, o fato é que, dentro dos parâmetros da gestão moderna, temos o princípio de que o diferencial competitivo entre uma empresa e outra está relacionando, em grande parte, ao desenvolvimento das pessoas.

Logo, se afirmamos que pessoas (leia-se, colaboradores) são parte fundamental do sucesso de qualquer estratégia de negócios, quando falamos em eleger projetos de BI, deveríamos olhar para este tema com a mesma importância que analisamos vendas ou finanças – apenas para citar duas áreas em que o BI já está fortalecido.

A boa notícia é que, aos poucos, esta perspectiva embasada no desenvolvimento humano vai crescendo nas empresas. Tenho notado, por exemplo, que algumas das companhias que tem nos contratado para a construção de seus projetos de BI, organizam suas prioridades partindo do desenvolvimento de painéis que acompanham todo o processo de gestão de pessoas.

A mudança no perfil do Gestor de RH

Dentro do hall de ferramentas que um gestor de recursos humanos atual deve utilizar em sua rotina, é fundamental que ele implemente o uso de KPIs (Key Performance Indicators), afinal de contas, a gestão de pessoas está diretamente relacionada a estratégia e, em qualquer metodologia de planejamento estratégico, as pessoas aparecem na base que sustenta processos e números.

BI

Sendo assim, aquela máxima do PDCA (planejar/fazer/checar/agir) deve ser atribuída da mesma forma no plano do desenvolvimento de pessoas e na avaliação de suas rotinas.

E esta visão gerencial baseada em dados já é realidade em diversas organizações. Todas as decisões ligadas a contratações, promoções e retenções em alguns de nossos clientes, por exemplo, já são tomadas aliando a percepção do gestor de recursos humanos – já que acreditamos que pessoas sempre serão fundamentais nas decisões –, aos insights gerados por meio de BI a partir de histórico, perfil, performance, região e outras variáveis relacionadas as pessoas avaliadas.

Avaliações de desempenho também já estão sendo projetadas em aplicações extremamente visuais e ágeis, com cruzamentos de dados em tempo real e sem a necessidade de espera por novas respostas. Isto faz toda diferença na gestão de pessoas: se há parâmetros definidos, há o poder de análise, pois o registro/dado está disponível e deve ser usado como ativo precioso.

Tudo isso, vale salientar, na palma da mão dos decisores através de dispositivos móveis e em qualquer lugar: gestão ágil e simples. Assim deve ser!

Em suma

Foi-se o tempo em que a gestão de pessoas dependia apenas do feeling. Hoje, com a avanço do uso de dados, é possível tanto desenvolver modelos de algoritmos para descoberta de novos talentos, quanto dar conta de questões mais específicas, como determinar se o atendente de uma loja deve ser colocado a postos em um determinado horário, por ter sido o mais escolhido por clientes naquele período.

whatsapp

Tudo isso nos permite afirmar que fazer uso dos dados disponíveis é fundamental para qualquer área de uma empresa, inclusive para o RH! Há, sem dúvidas, muita matéria-prima dentro de casa para tomarmos decisões que podem aumentar a produtividade de nosso time, e consequentemente, o diferencial competitivo de nossas empresas.

* Leonardo Farah é CEO na empresa Toccato