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Indústria 4.0: empresas são desafiadas a aproveitar “novo petróleo”

Pode-se dizer que o big data é a essência desse fenômeno da quarta revolução industrial

Alexandre Glikas*

02/12/2018 às 10h13

Foto: Shutterstock

O fenômeno Indústria 4.0, também conhecido como “4ª Revolução Industrial”, promete trazer cada vez mais para dentro das empresas robôs, sensores e tecnologias baseadas em inteligência artificial, que trabalham de modo integrado e dinamizam a produção de bens e serviços. Esse modelo proporciona não somente maior ganho de produtividade, como também aumento de competitividade, que impacta diretamente no crescimento econômico dos países.

Com o avanço dessa ‘nova’ Indústria, a consultoria McKinsey projeta uma futura demanda por mão-de-obra especializada para desempenhar novas funções na linha de produção, o que deve promover a renovação do mercado de trabalho.

Nesse contexto entra o que considero o maior desafio lançado pelas novas tecnologias: a capacidade de gerenciamento, coleta e análise de um grande volume de dados gerados pelos sistemas autônomos para, a partir disso, extrair informações e propor novas soluções que influenciem a tomada de decisões estratégicas para os negócios.

Apelidado por especialistas de “novo petróleo”, o big data dá início a uma verdadeira corrida, na qual, quem dispor de pessoal habilitado e tiver os instrumentos para decifrar mais precisamente as informações por trás de uma miríada de dados, ficará com o ouro.

É por isso que a qualificação da mão-de-obra se torna imprescindível para lidar com todo o fluxo de informações que pode - e muito provavelmente irá - definir as escolhas que uma companhia fará.

Pode-se dizer que o big data é a essência desse fenômeno. Chegamos até aqui para colher o ouro das informações geradas por meio da interação com as máquinas. Agora temos que nos esforçar para interpretar o que os dados têm a nos dizer. Todo investimento em inteligência de dados é de extrema importância, porquê a revolução 4.0 é justamente essa: nunca estivemos tão perto de saber tanto sobre o que produzimos e sobre o que vendemos.

Não por acaso, de olho no seu impacto econômico em médio e longo prazo, o Governo Federal anunciou, no início deste ano, a abertura de linhas de crédito de mais de R$ 10 bilhões do BNDES, Finep e Banco da Amazônia (BASA), voltadas exclusivamente para estimular investimentos empresariais no setor.

Com dados corretamente decifrados, além de aumentarem as chances de sucesso na produção e nas vendas, teremos a chance de corrigir quaisquer problemas no percurso, na medida em que seremos orientados para decisões mais assertivas em relação a praticamente tudo.

*Alexandre Glikas, diretor-geral da Locaweb Corp, a unidade corporativa da Locaweb