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Por que precisamos de sistemas autônomos

Todo segmento de atuação gera pegadas digitais que podem ser interpretadas de maneira estratégica

Alexandre Maioral*

27/11/2018 às 14h01

Foto: Shutterstock

Empresas são grandes geradoras de dados e cada uma de suas áreas produz diariamente quantidades cada vez maiores de informações. Todo segmento de atuação gera pegadas digitais que podem ser interpretadas de maneira estratégica.

Informações valiosas vêm de diferentes segmentos de negócios: movimentações financeiras, planos de carreiras, novas contratações ou novos fornecedores. Todas podem ser transformadas em indicadores táticos se organizadas e lidas de maneira correta.

Administrar e interpretar dados já foi um processo simples. Hoje, garimpar estes ativos é algo bem mais complexo, e já não pode ser feita de maneira manual. Os bancos de dados autônomos trazem informações importantes para nós, reles mortais.

Empresas de tecnologia financeira usam inteligência artificial e modelagem preditiva para construir sistemas de prevenção de fraude ao observar os hábitos de seus clientes. Na saúde, a análise de big data usa esta mesma tecnologia para avaliar a população de acordo com seus diagnósticos, saídas de medicamentos, dados demográficos e endemias.

Nas empresas conectadas o machine learning já prevê e corrige processos “on the go” (enquanto acontecem). E as máquinas inteligentes desenvolvem tarefas complexas sem nenhum esforço ou intervenção humana.

Isso acontece na prática, por uma fração do preço de um processo de implementação de P&D e com uma chance de acertos 100 vezes maior.

Por isso, os bancos de dados organizados de forma autônoma se tornam muito mais importantes do que uma simples lista gigante de informações. Os dados têm inúmeros usos e são essenciais no desenvolvimento de áreas digitais. Hoje o comércio eletrônico, o mobile computing e as redes sociais, dependem deles. Mais do que isso: são a base para iniciativas de big data, inteligência artificial e internet das coisas (IoT).

2019 tendências

A tendência é que atividades diárias que requeiram um mínimo de interpretação sejam feitas por recursos autônomos sem que a gente note. Neste campo, apesar de já termos em mãos diagnósticos online ou drones que protegem e monitoram frotas de forma autônoma, ainda estamos apenas arranhando a superfície das possibilidades que essa tecnologia vai nos trazer.

A evolução chega para nós com os bancos de dados que funcionam de forma autônoma, capazes de realizar autoexecução, autoproteção e autoreparação. Eles automatizam processos essenciais da gestão e segurança de sistemas, simplificam e agilizam as implementações, o que permite que a TI se preocupe em ser mais estratégica e agregar valor ao negócio. Os bancos de dados autônomos chegaram para ficar.

No mundo hiperconectado é imprescindível ter uma capacidade de resposta rápida, de tomada de decisões assertivas e de adaptação constante. Os sistemas de dados autônomos podem facilitar esse processo.

É apenas uma questão de tempo até que aplicações multifuncionais levem a veículos autônomos e drones que ajustem seus caminhos usando entradas de dados, a segurança cibernética autônoma se torne corriqueira, a negociação com blockchains seja simplificada e os robôs sejam capazes de buscar suas próprias conclusões usando redes neurais, com reconhecimento de padrões e capacidade de reação, e até mesmo tomar decisões.

Os bancos de dados autônomos estão ajudando as empresas a alcançar objetivos cada vez mais distantes, sem que elas sequer parem para pensar nisso. E a tecnologia está apenas engatinhando. Até onde ela pode chegar? O que acontece quando ela se tornar onipresente no mercado? Não sabemos. Mas estamos muito perto de descobrir.

 

*Alexandre Maioral é vice-presidente de Tecnologia da Oracle do Brasil