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5G e 6G: por que segurança de rede ainda é desafio

Novas gerações de conexões móveis estão sendo desenvolvidas, mas ainda precisam resolver algumas preocupações de segurança

Patrick Nelson | NetworkWorld (EUA)

20/11/2018 às 11h06

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Foto: Shutterstock

A segurança de rede continuará sendo uma grande preocupação também para os  padrões de rede sem fio 5G e 6G. Poucas medidas de segurança estão sendo adotadas nos novos padrões 5G, e há um potencial recém-descoberto de ataques Man-in-the-Middle em redes, segundo estudos recentes.

Um desses estudos - uma análise formal da autenticação 5G conduzida em conjunto por cientistas da ETH Zurich, da Universidade de Lorraine/INRIA e da Universidade de Dundee - descobriu que criminosos poderão interceptar comunicações 5G e roubar dados, porque foram encontradas “lacunas críticas de segurança”, segundo o comunicado de imprensa do grupo. Em parte, porque “os objetivos de segurança são subespecificados” e há “falta de precisão” nos padrões 3GPP.

Um segundo relatório, publicado este mês por pesquisadores da Brown University, da Rice University e da University at Buffalo, informa a descoberta de sérias vulnerabilidades no sucessor da 5G: as redes de comunicação de dados  na faixa dos terahertz.

Terahertz (THz) são ondas eletrônicas que operam a uma freqüência extremamente alta, localizado entre microondas e infra-vermelho, que provavelmente será usada nas redes 6G com previsão de lançamento daqui a 10 anos . O espectro de terahertz está bem acima das frequências que estão sendo usadas para o 5G. Além maior velocidade (até 400 gigabits por segundo), o 6G deve oferecer ainda mais confiabilidade e redução de latência que o 5G.

As frequências minúsculas de terahertz levaram muitos a acreditar que elas seriam muito pequenas para interceptar - que um receptor Man-in-the-Middle colocado para interceptação do tráfego bloquearia toda a transmissão e seria detectado imediatamente. O que as pesquisas mostram agora é que essa era uma suposição errada.

“Nós mostramos que a escuta não detectada no reino dos terahertz é mais fácil do que a maioria das pessoas imaginou”, diz  Daniel Mittleman, professor da Brown University’s School of Engineering. Colocando objetos (como um pedaço de metal) na borda do feixe, ele diz que foi capaz de espalhar partes do feixe e, assim, interceptar alguns dos dados.

5G

"O método deixa um pedacinho de sinal para um invasor trabalhar sem lançar uma sombra detectável no receptor", dizem os pesquisadores.

5G ainda não são tão seguros quanto esperado

Mas antes de nos debruçarmos sobre o 6G, temos que considerar o 5G.

"Veículos autônomos, dispositivos de internet das coisas e sistemas de controle industrial" estão prestes a se beneficiar de redes 5G, diz Dr. Saša Radomirovic, professor sênior de computação na Escola de Ciências e Engenharia da Universidade de Dundee. A tecnologia 5G prometeu ser mais rápida e segura do que as redes anteriores, mas descobrimos que ela ainda não é tão segura assim.

Radomirovic diz que a ferramenta automatizada de verificação de protocolos de segurança do seu grupo acadêmico, chamada Tamarin, mostra que os objetivos críticos de segurança não estão  sendo endereçados pelo protocolo 5G-AKA, do 3GPP.

"Descobrimos que algumas metas críticas de segurança não estão sendo cumpridas" , afirma o grupo, em um resumo de seu relatório inicialmente publicado em junho e atualizado em outubro deste ano.

Os invasores podem estabelecer canais seguros usando chaves de segurança 5G previamente emitidas, dizem os pesquisadores no relatório (PDF). Agora eles estão trabalhando com a 3GPP para corrigir os problemas encontrados.

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