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5 aspectos tecnológicos que movimentaram o mercado de TI nos últimos 5 anos

Busca por eficiência, agilidade e praticidade fizeram com que diversos setores alavancassem os seus serviços, tais como: bancos, indústrias e varejo

Marcelo Ramos*

08/11/2018 às 8h01

Foto: Shutterstock

Já não é mais novidade que estamos vivenciando uma nova era digital. Diariamente, somos surpreendidos com novos produtos, serviços e funcionalidades que chegam ao mercado rapidamente. Estar em sinergia com este novo ambiente é mais do que necessário e passou a ser essencial para a sustentabilidade de uma empresa.

Para o Brasil e a América Latina, de modo geral, nos últimos cinco anos acompanhamos a consolidação e a ascensão de novas tecnologias. A busca por eficiência, agilidade e praticidade fizeram com que diversos setores alavancassem os seus serviços, tais como: bancos, indústrias, varejo e, sem ficar de fora, a área da saúde. Listo neste artigo cinco aspectos que movimentaram o mercado de tecnologia nos últimos cinco anos.

Bancos abertos para APIs

Ao falarmos de transformações, não podemos deixar de fora o setor com uma das mudanças mais concretas neste contexto: os bancos. Assunto em alta nas instituições financeiras, o Open Banking tem ganhado cada vez mais força neste ecossistema.

O novo conceito tem o objetivo de permitir que bancos compartilhem tecnologias e informações de clientes com terceiros. Essa realidade proporciona uma experiência integrada, segura e de acordo com o que usuário deseja consumir naquele momento. Por meio das APIs, o setor financeiro ganhou uma infinidade de novos serviços que podem ser oferecidos de maneira completa e acessível.

A consolidação do mobile banking

A busca por agilidade e mobilidade fez com que o consumidor tornasse o Mobile Banking um de seus canais preferidos para realizar operações bancárias. Movimentações financeiras via smartphone tiveram crescimento de 70% no último ano, segundo dados da Febraban. Este novo perfil de usuário tem feito com que bancos invistam mais em tecnologias para garantir uma boa experiência nessa plataforma.

Se analisarmos o cenário de alguns anos atrás, vamos perceber uma mudança significativa no comportamento deste usuário. Uma pesquisa realizada em 2014 pela Opinion Box, em parceria com o portal Mobile Time, revelou que muitas pessoas não utilizavam a plataforma online do banco por questões de segurança. Na época, cerca de 57% não acessavam serviços bancários pelo celular, e 47,3% deles indicaram que não achavam o ambiente seguro.

Hoje, segundo a Febraban, 35% das transações bancárias realizadas no Brasil são realizadas em celulares – fazendo com que o Mobile Banking supere o Internet Banking. Com esta mudança de comportamento, os bancos precisaram se adaptar também a uma nova jornada do cliente, de maneira a integrar todos os canais. Hoje, já temos no mercado soluções que permitem que o cliente comece uma operação via aparelho móvel e termine o processo em uma ATM, por exemplo.

A indústria 4.0

Já podemos abraçar a chegada da quarta revolução industrial e, com ela, o conceito de indústria 4.0. Neste novo contexto, a integração entre robôs e sensores de automação se tornaram protagonistas na transformação digital. Em pleno crescimento, este novo modelo de trabalho para as indústrias demanda análise e monitoramento em tempo real para reduzir custos e garantir alta produtividade. Mas, para continuar no caminho da evolução, o setor também precisa criar caminhos para canais digitais que permitam integrações colaborativas com parceiros de negócios, além de mesclar o potencial das tecnologias de informação com as de integração.

Outro ponto importante para a Indústria 4.0 é a utilização da internet das coisas (IoT, da sigla em inglês). A jornada e os benefícios que essa solução traz para as indústrias garantem a alta produção e a competitividade de uma empresa. No chão de fábrica, por exemplo, a IoT possibilita a conexão de dados e sistemas, formando um ambiente em que é possível ter uma visão completa e detalhada dos processos.

Tecnologia em benefício da experiência de compra no varejo

Conquistar o consumidor final por meio da experiência tem sido uma das prioridades dos grandes, médios e micros varejistas. Nesse contexto, não há como evitar o investimento tecnológico na operação e nos pontos de vendas. O Retail Vision Study, divulgado em 2017 pela Zebra, mostra que 72% dos varejistas ao redor do globo estão empenhados em trazer inovações para os seus negócios e 65% deles planejam investir na automação e nos estoques da cadeia de abastecimento até 2021.

Desde sempre, o varejo encara o desafio de acompanhar e compreender o perfil do seu público para aprimorar e garantir um sistema de gestão robusto. Nos últimos anos, os novos recursos tecnológicos se tornaram uma importante ferramenta para o crescimento deste segmento, seja no processo de identificação de hábitos de compra do cliente ou no controle de estoque, por exemplo.

Essa transformação digital está fortemente ligada às tecnologias que garantem a inteligência operacional. Investir na modernização de data centers, centros de distribuição e lojas conectadas tem se tornado cada vez mais estratégico para que as empresas consigam abrir caminhos e chegar aos indicadores sobre o andamento das operações desde o início até o final do processo e, a partir daí, poder tomar decisões para o negócio.

Medicina Digital

A medicina digital tem avançado continuamente, e não estamos falando apenas da criação de aplicativos de saúde e novos aparelhos eletrônicos, mas sim em mecanismos de gestão e robótica. Um procedimento cirúrgico, por exemplo, hoje já pode ser realizado por meio de uma automação.

A tecnologia também traz uma série de transformações na relação entre médico e paciente. Por meio da integração do ecossistema de saúde - desde órgãos públicos, passando por planos de saúde, médicos, hospitais e laboratórios, chegando até distribuidores e ao varejo - um paciente pode ter o atendimento mais ágil e exames liberados mais com mais facilidade, por exemplo. E sabemos que agilidade na saúde pode salvar vidas. No cenário da medicina digital, as informações coletadas por meio de processos conectados e digitais possibilitam um negócio mais assertivo e benéfico para toda cadeira.

Para os próximos cinco anos, continuaremos caminhando a passos largos para uma grande transformação em um mundo hiperconectado. Nossa expectativa é que novas tendências tecnológicas continuem a surgir a cada dia e que as organizações continuem em movimento para garantir processos inteligentes e experiências conectadas.

*Marcelo Ramos é vice-presidente sênior e gerente geral da Axway para a América Latina