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Funcionários do Google protestam contra casos de assédio na empresa

Gigante de buscas estaria escondendo casos graves de assédio sexual, inclusive incluindo o criador do Android, Andy Rubin

Da Redação

01/11/2018 às 15h41

Foto: Shutterstock

O #Metoo, movimento global liderado por mulheres contra assédio, vai bater na porta do Google. Segundo informações divulgadas pelo portal BuzzFeed News, mais de 200 engenheiras da gigante de buscas estão organizando uma paralisação em protesto às recentes revelações de que funcionários do alto escalão, incluindo o criador do Android, Andy Rubin, foram encobertados após acusações de assédio sexual. O protesto ocorre nesta quinta-feira (1/11), chamado de “Google Walkout For Real Change”.

No caso de Rubin, uma reportagem do jornal The New York Times publicada na semana passada revelou que o Google encobertou um caso grave de assédio sexual praticado pelo então funcionário. Em 2014, Rubin deixou o Google após a companhia investigar a alegação de que uma funcionária foi coagida a realizar sexo oral nele. Além de abafar o episódio, o Google teria pago a Rubin uma quantia de US$ 90 milhões como pacote de compensação por sua demissão.

Sundar Pichai, CEO do Google, e a presidente de Recursos Humanos da empresa, enviaram um comunicado aos funcionários onde admite que nos últimos dois anos foram demitidos 48 funcionários - 13 em cargos de alto gerência - acusados de assédio sexual. No e-mail, o qual a imprensa internacional obteve acesso, Pichai informa que nenhum dos demitidos recebeu compensação ao sair. Entretanto, ele não endereço o caso de Rubin especificamente.

Ao BuzzFeed News, uma das fontes ouvidas e que pediu anonimato disse que a sensação é de haver um padrão no Google, onde "homens poderosos podem se safar de qualquer comportamento horrível contra mulheres" e que se eles não são absolvidos, eles levam um tapinha nas costas ou ainda um para-quedas premiado, como no caso de Rubin.

O protesto desta semana não é o primeiro episódio de insatisfação de funcionários em relação à transparência do Google. Neste ano, funcionários reagiram à notícia de que a gigante de Mountain View estava ajudando o governo americano a desenvolver inteligência artificial para equipar drones como parte da sua iniciativa Projeto Maven. Em resposta, o Google prometeu que não renovaria o seu contrato com o Pentágono depois de doze funcionários pedirem demissão em protesto. Funcionários apresentaram uma série de petições para o Google aumentar suas práticas de transparência e ética.

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