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Otimização de custos da nuvem é um problema de engenharia

À medida que a adoção de várias nuvens aumenta, as habilidades e o tempo envolvidos na otimização dos custos continuam a crescer

Leonel Oliveira*

31/10/2018 às 11h14

nuvem hibrida
Foto: Shutterstock

Uma das principais tendências tecnológicas recentes é a crescente adoção de vários ambientes de nuvem, que combinam nuvens privadas locais e serviços de nuvem pública. De acordo com previsão do IDC, “até 2020, mais de 90% das empresas usarão múltiplos serviços e plataformas na nuvem”.

Mas, se analisarmos o cenário com cautela, perceberemos que muitas dessas empresas sofrerão um forte choque no custo desse tipo de serviços. A adoção de várias nuvens tornou mais complexo o entendimento sobre os gastos. Os benefícios de usar várias plataformas de nuvem pública e privada parecem ser óbvios quando você inicia a jornada (atendendo a diversas necessidades de TI, evitando a dependência de fornecedor), porém algumas das verdades de uma estratégia multicloud são que os benefícios chegam simultaneamente com as despesas.

Dessa forma, a otimização e a contenção de custos se tornam prioridades para as empresas, que precisam descobrir onde está o problema sobre o controle dos gastos: administradores de TI com abordagem tradicional, finanças ou equipes de infraestrutura e operações na nuvem.

Tradicionalmente, as equipes de engenharia tiveram que criar justificativas de grandes investimentos de capital para a compra de hardware e software. Sem uma bola de cristal para ajudá-los, eles tinham que prever os resultados de um investimento em tecnologia em termos financeiros por um período de vários anos. Hoje, o advento de ambientes com várias nuvens permite que as equipes equilibrem seus gastos com investimentos em capital e o consumo de infraestrutura no local versus os gastos com operação na nuvem. Isso transforma o custo de múltiplas nuvens em algo potencialmente inesperado: um problema de engenharia.

Tudo isto fez com que as equipes começassem a reconsiderar os custos da tecnologia. Em um mundo de capacidade ilimitada de recursos que podem ser ofertados e ampliados com um único clique, pode ser difícil prever ou controlar os gastos de operação com o consumo da nuvem. A variabilidade no uso de recursos de computação na nuvem impulsionou a propriedade da gestão de custos nas equipes de engenharia, tornando-as totalmente responsáveis pelo que consomem. Não é um buffet onde você pode se servir livremente e outra pessoa paga a conta, as equipes precisam agora planejar e ser responsáveis pelos recursos de nuvem que consomem.

À medida que a adoção de várias nuvens aumenta, as habilidades e o tempo envolvidos na otimização dos custos continuam a crescer. Instâncias não utilizadas ou cargas de trabalho em execução na nuvem pública que são mais adequadas à nuvem privada podem resultar em custos altos e desnecessários que pesam na linha inferior da empresa. As equipes de operações talvez não consigam evitar o desperdício da nuvem sem ferramentas que os ajudem a analisar dados de forma granular, identificar rapidamente os direcionadores de custos e fazer recomendações inteligentes para recursos de nuvem de tamanho adequado. É necessária conduzir uma reflexão estratégica em momentos como esse.

CI&T

*Leonel Oliveira é country manager da Nutanix no Brasil