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Brasil é quinto principal mercado da Ericsson

Foco em 5G e abertura de nova linha de montagem estão nos planos da companhia para o País

Da Redação

26/10/2018 às 15h36

Foto: Shutterstock

O Brasil tornou-se o quinto principal país para a Ericsson em vendas. No terceiro trimestre de 2018, o lucro líquido global da empresa foi de US$ 302 milhões. Desse valor, 4% foram em Vendas no Brasil.

Com 140 anos de vida e mais de 90 anos de operação no Brasil, a Ericsson é uma das principais fornecedoras de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) para provedores de serviços, com cerca de 40% do tráfego móvel do mundo, 50% no Brasil e 98% em São Paulo realizados por meio de suas redes. Para 2019, a empresa planeja a instalação de uma nova linha de montagens no Brasil na fábrica localizada em São José dos Campos (SP) – uma das quatro plantas que a Ericsson tem no mundo. O novo aporte reflete a aposta da empresa no País.

Eduardo Ricotta, presidente da companhia no Brasil, comenta que as vendas locais subiram devido ao avanço da virtualização de serviços de atendimento ao consumidor pelas operadoras de telecomunicações e à demanda por equipamentos de redes e plataformas de análise de dados.

"O jogo mudou: o cliente é digital, a economia é digital, são novos clientes e novos serviços. A tecnologia está disponível, mas a experiência do cliente vai além do acesso: requer lançar serviços mais ágeis, mais customizados, mais digitais. O compromisso da Ericsson é para entender as necessidades do consumidor final, aumentar de eficiência dos nossos clientes e ajudá-los a criar novas receitas", destacou.

5G

A companhia também vem investindo fortemente na tecnologia 5G para impulsionar seus resultados. Desde março do ano passado, todas as estações rádiobase entregues para as redes móveis de operadoras no Brasil e na América Latina – cerca de 130 mil ao todo – são "5G Ready", isto é, equipamentos que operam na tecnologia 4G, mas que já estão prontos para operarem em 5G quando a frequência for liberada no País, necessitando apenas de uma atualização de software, otimizando assim os recursos e investimentos das operadoras.

internet das coisas

"O futuro da conectividade no curto prazo chama-se 5G. Para a Ericsson, o 5G já é uma realidade no mundo (já temos 6 contratos firmados para o lançamento da nova tecnologia nos EUA e na Europa) e, em 3-5 anos, será uma necessidade, porque o uso nas redes já não caberá no 4G e no 4.5G e porque a sociedade será mais digital do que nunca", adicionou Ricotta.

IoT

Para Ricotta, a combinação de 5G e IoT ampliará muito o potencial de digitalização da economia. "O 5G será a pedra fundamental da digitalização de todos os setores. Carros autônomos, casas totalmente conectadas e Smart Cities, num cenário em que a industria 4.0, agropecuária, transportes, mídia, saúde, educação, segurança e outros serviços serão inteligentes, conectados, confiáveis e eficientes. Nesse processo de transformação digital, a virtualização do core é indispensável para as operadoras e é como estamos preparando nossos clientes para o 5G, já que é ela que permite a criação de múltiplas arquiteturas simultâneas para a geração dos novos serviços”, completou.