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5 dicas para sua empresa não entrar na lista da “Black Fraude”

Black Friday exige planejamento e investimento em ferramentas de gestão por partes das empresas

Da Redação

25/10/2018 às 16h33

fraude cartao de crédito
Foto: Shutterstock

Nesse ano, a Black Friday, mega-promoção no dia 23 de novembro, deve impulsionar comércio eletrônico para faturamento de R$ 2,43 bilhões, alta de 15% em relação a 2017, aponta estimativa da Ebit|Nielsen.

Mas, ao mesmo tempo que os olhos estão voltados às promoções de varejistas on-line, é preciso ficar atento para não cair na chamada Black Fraude.

Reginaldo Stocco, CEO da startup VHSYS, startup que fornece software de gestão empresarial na nuvem para micro, pequenas e médias empresas, comenta os lojistas costumam fazer um bom trabalho de marketing com uma ampla campanha de divulgação das promoções, mas acabam falhando na parte técnica, como hospedagem e instabilidade do site, falta de estoque, vendedores despreparados, notas fiscais emitidas erroneamente. “Tudo isso resulta em desrespeito ao consumidor, o que prejudica a percepção da marca pelo público", alertou.

Os relatos mais frequentes dos consumidores, segundo Stocco, são a dificuldade na hora de finalizar a compra ou de encontrar o produto, a instabilidade do site e o atraso na entrega dos produtos. "Há casos de pessoas que demoram mais de uma hora para finalizar uma compra e, quando está prestes a concluir a transação, a página cai. Outra grande queixa é a demora na entrega dos produtos. Na maioria das vezes o atraso não é culpa das lojas, mas dos Correios. Só que isso não fica claro para o consumidor, que se sente enganado", disse.

O executivo listou cinco dicas para empresas não entrarem na lista da “Black Fraude”. Confira:

1. Prepare a infraestrutura física e virtual

Se você tem loja física ou virtual, é necessário pensar na infraestrutura para receber tanta demanda. Utilize softwares ERP para fazer o gerenciamento, treine os vendedores, organize o estoque e saiba quais produtos devem receber maiores descontos para não prejudicar seu caixa no final da ação.

2. Tenha vários planos

Não fique refém de uma única solução para os possíveis problemas. Saiba contornar imprevistos tendo mais de uma máquina de cartão ou computadores, por exemplo. Outra dica é ter uma transportadora para fazer entregas fracionadas, já que o serviço dos Correios certamente atrasará.

3. Melhore a experiência do cliente

Especialmente em um e-commerce, é comum que sites fiquem lentos durante um pico de acesso, o que prejudica a experiência do consumidor. Portanto, não deixe sua página muito pesada e procure montá-la da forma mais simples possível. Contrate softwares ERPs pois eles já vêm com as lojas virtuais montadas, com temas prontos, facilitando a montagem da loja, sem a necessidade de contratar terceiros para realização de layout. Além disso, os layouts prontos já são pensados para atender as boas práticas de SEO. Siga a regra dos três cliques, que sugere que, ao chegar ao site, o usuário deve ter apenas três cliques para encontrar o que procura. Isso evita a desistência do carrinho no meio da compra.

4. Cuidado com as más práticas

Embora boa parte dos problemas seja mais de ordem técnica e por falta de planejamento, alguns lojistas tentam enganar os clientes aumentando o preço dos produtos antes do evento para reduzi-lo no dia. Esta estratégia afeta negativamente a imagem da empresa e pode complicá-la judicialmente. Portanto, ofereça aos seus clientes descontos reais e não faça promessas que não podem ser cumpridas.

5. Não esqueça do pós-venda

Depois de efetuar a venda, não esqueça de acompanhar o cliente. Aproveite para entrar em contato, seja por telefone ou email, e pergunte se o produto chegou corretamente, se o consumidor teve algum problema ou até mesmo ofereça cupons de desconto para uma nova compra. A Black Friday pode ser um bom evento para vender mais, mas pode servir também para fidelizar clientes e conquistar novos consumidores.