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Oracle prepara modernização de data centers para avançar em cloud no Brasil

Empresa adapta operações para a recém-lançada segunda geração de infraestrutura de nuvem

Guilherme Borini

24/10/2018 às 11h59

Foto: Guilherme Borini/Computerworld Brasil

A segunda geração da infraestrutura de nuvem da Oracle, anunciada na última segunda-feira, trará impactos nos data centers da companhia no Brasil. A operação brasileira é uma das escolhidas globalmente para renovar a infraestrutura e adaptar-se ao novo modelo de arquitetura projetado pela empresa.

A Oracle conta com dois data centers no Brasil, ambos instalados no Estado de São Paulo. Os dois serão modernizados, em processo que, segundo Rodrigo Galvão, presidente da companhia no País, se assemelha ao investimento para construção de um novo data center.

Segundo a empresa, a modernização será concluída até junho de 2019, quando clientes poderão “apertar o botão” e migrar da geração um para a dois - como definiu Larry Ellison, CTO da Oracle, durante abertura da conferência anual OpenWorld, nesta semana.

Além do uso na nuvem pública, clientes poderão utilizar o modelo em cloud privada e, além disso, outra novidade será a possibilidade de replicar o conceito dentro de data centers próprios. “Poderemos levar esse mesmo data center para o data center do cliente. Eles poderão ter a mesma infraestrutura em casa”, disse Galvão, em conversa com jornalistas durante o evento.

Rumo ao topo

Galvão se mostrou otimista com o futuro da Oracle em cloud. Ele admitiu que, na primeira onda de nuvem - com a chamada primeira geração -, a companhia acabou sendo um “seguidor” do mercado de infraestrutura de cloud, chegando depois de outros players. Mas agora o jogo promete virar. “Esse anúncio é muito impactante”, definiu o executivo.

Durante apresentação da nova arquitetura, Ellison destacou todas as vulnerabilidades que o atual modelo de nuvem tem - que podem ser comprovadas em todos os recentes casos de vazamento de dados. Ou também com o fato de outras nuvens - sobretudo a da rival AWS - executarem o código de controle de nuvem nas mesmas máquinas que hospedam os códigos dos clientes, o que, para ele, torna a arquitetura significativamente menos segura. 

A segunda geração, segundo Galvão, chega para suprir essas vulnerabilidade e garantir de fato a segurança de dados.

“Diferentemente da geração um, o modelo dois foi a Oracle que colocou no mercado. É o novo modelo que acreditamos que será o futuro da cloud no mundo e o Brasil significa prioridade para a empresa.”

Galvão acredita que, daqui a cerca de dois anos, a empresa dará um grande salto em nuvem, seguindo a trajetória de crescimento e conquistando uma "boa fatia do mercado", como define o executivo, que prefere não traçar metas específicas.

“Hoje, no Brasil, já temos uma representatividade de cloud gigante. Nosso crescimento é fantástico. Todos os grandes clientes estão rodando workloads na nuvem Oracle e, com a geração dois, acredito que traremos workloads de concorrentes. Estou super otimista”, completou.

*O jornalista viajou a San Francisco (EUA) a convite da Oracle