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O que esperar do futuro pós-cloud?

CEO da Oracle cita inteligência artificial como principal novidade até 2025, quando a tecnologia será aplicada a todos os apps em nuvem

Guilherme Borini

24/10/2018 às 8h03

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Em 2015, Mark Hurd, CEO da Oracle, previu que, até 2025, 80% das aplicações de negócios estariam rodando em cloud. Previsões sobre o futuro da tecnologia no ambiente corporativo são marcas das apresentações de Hurd durante cada edição do Oracle OpenWorld, conferência anual da companhia realizada em San Francisco, nos EUA, que recebe 60 mil pessoas, em sua maioria clientes e parceiros.

A cada ano, o executivo relembra algumas das previsões feitas no passado e faz novas apostas para os anos seguintes. Dessa vez, Hurd mostrou que foi preciso nas suas principais estimativas recentes. Cloud, por exemplo, segundo ele, está expandindo mais rápido do que o previsto - comparado como resultado apontado acima. “Só no ano passado, mais de 50% das empresas dos EUA desligaram data centers. Cloud está acelerando e data center movendo para provedores de nuvem”, comentou, durante apresentação na conferência.

Para Hurd, cloud está consolidada como fundação e core para negócios. "Isso não é mais um debate. A única coisa que estamos debatendo é a velocidade de fazer isso."

Com o novo cenário totalmente direcionado para nuve, as novas previsões visam responder à questão: qual o futuro da tecnologia pós-cloud? A resposta já não é muito novidade, mas as projeções são audaciosas.

Inteligência artificial

Inteligência artificial (AI, na sigla em inglês), mercado apontado por especialistas como promissor ao lado de outras tecnologias emergentes como blockchain, deve dominar a pauta da transformação digital daqui para frente. Para o executivo, a fundação de cloud será totalmente integrada a aplicações de inteligência artificial com foco em aumento de produtividade e inovação.

Em um futuro próximo, será praticamente impossível pensar em qualquer aplicação de negócio que não conte com recursos de automação baseados em machine learning e inteligência artificial, seja para aprimorar a deteção e segurança cibernética, ou para aumento da produtividade.

A nova previsão é: até 2025, todos os aplicativos nativos em cloud terão algum tipo de recursos de inteligência artificial. Também até 2025, 85% das interações com clientes serão automatizada. “Não vemos AI como uma solução independente, mas sim integrada em todas aplicações, para liderar produtividade e inovação.”

Para Hurd, a automação permitirá cortar significativamente o tempo para completar tarefas, liderar redução de custos com manutenção, além de criar novos empregos de alto valor.

Novos trabalhos

A questão da revolução dos empregos foi o outro tema de destaque apontado por Hurd. Ele apontou que cerca de 60% dos trabalhos de TI de 2025 ainda não foram criados, mas estão no caminho para isso. “Não é eliminação de trabalhos. É livrar pessoas de trabalhos repetitivos.”

Ele apontou algumas das ocupações que estarão em alta daqui a sete anos: profissionais de dados, supervisores de robôs, designer de tecnologias de cidades inteligentes, bem como assistentes de AI ligados à medicina. “Esses trabalhos não foram criados, mas já estão sendo imaginados. Acredito que haverá mais pessoas trabalhando com TI”, completou.

*O jornalista viajou a San Francisco (EUA) a convite da Oracle