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Como a economia compartilhada influencia serviços de TI

No mundo corporativo, o compartilhamento de recursos também funciona, e seus benefícios são bem semelhantes

João Marinho*

22/10/2018 às 8h11

Foto: Shutterstock

Não é novidade que a economia compartilhada chegou para ficar. Inúmeros exemplos conhecidos, como Uber, Airbnb (que, somente em 2012, cresceu mais de 500%) e outros aplicativos do tipo são cada vez mais comuns e fazem parte do cotidiano do consumidor brasileiro. Recentemente, uma pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes e Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) revelou que 89% dos brasileiros que já experimentaram alguma modalidade de consumo colaborativo aprovaram o modelo.

Essa modalidade nasceu na crise de 2008 e, desde então, tem ganhado força principalmente porque maximiza o uso de bens ou serviços – você não precisa ter para usar. De um lado, um consumidor economiza e, do outro, o proprietário ou prestador consegue ter máxima utilização, proporcionando vantagem para ambas as partes.

No mundo corporativo, o compartilhamento de recursos também funciona, e seus benefícios são bem semelhantes. É o caso, por exemplo, do compartilhamento de especialistas, caminho já adotado por uma série de empresas.

Pool de recursos compartilhados: um especialista, várias empresas

Agora com equipes reduzidas e no comando de ambientes cada vez mais complexos e sofisticados, as empresas enfrentam a pressão da concorrência para se reinventar e usar a tecnologia para criar diferenciais. Diante deste cenário, como reduzir custos e se destacar?

A resposta é manter uma equipe reduzida e mais generalista, focada no negócio – algo que se tornou possível graças às empresas que prestam suporte tecnológico. Com isso, em vez de contratar um exército de especialistas, é possível contratar um serviço que proporciona o nível adequado de expertise por um valor competitivo, garantindo alto desempenho, continuidade do ambiente e constante evolução tecnológica, possibilitando alcançar a transformação digital de forma otimizada, com a criação de processos modernos.

Dados da consultoria IDC divulgados esse ano mostram que pelo menos 40% do PIB da América Latina deve se digitalizar até 2021. Segundo o instituto, 23% das empresas já estão elevando a transformação digital ao nível corporativo. Diante de um cenário de recursos reduzidos, a tendência é que cada vez mais empresas contem com serviços de suporte tecnológico para contar com a expertise necessária para dar andamento aos projetos de modernização.

A evolução do Outsourcing: serviços gerenciados

Outra forma de otimizar a TI é “delegar” tarefas e demandas que não sejam core do negócio a parceiros qualificados. Graças à nuvem, tornou-se possível, por exemplo, hospedar grande parte da infraestrutura sem consumir recursos e pessoal local, reduzindo a carga de trabalho e a complexidade do ambiente.

Refinando ainda mais, temos empresas que cuidam de serviços gerenciados, controlando esses ambientes hospedados e atuando como service desk, atendendo diretamente aos usuários finais da organização em tarefas simples, que antes também oneravam o departamento de TI, como a criação de contas de e-mails e a concessão de acesso a sistemas.

Contar com um escopo bem definido e boas referências dos potenciais fornecedores é fundamental para aproveitar os benefícios da economia compartilhada nos serviços tecnológicos. Apostar nessa tendência, no entanto, é imprescindível para melhorar a competitividade e a performance das operações.

*João Marinho é responsável por Global Support da Softline Brasil