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São Paulo tem 1,2 mil pedidos de licenças para instalação de antenas

Prestadoras de serviços de celular e internet aguardam aprovação da Lei de Antenas

Da Redação

19/10/2018 às 17h08

antena 5G
Foto: Shutterstock

A cidade de São Paulo tem 1,2 mil pedidos de licenças para instalação de antenas, por parte de prestadoras de serviços de celular e internet móvel. Todas elas aguardam a provação da Lei de Antenas, que está parada há mais de um ano na Câmara Municipal. Segundo o SindiTeleBrasil, quando aprovada, a lei vai permitir investimentos imediatos de R$ 600 milhões no município e geração de 13 mil empregos

Em nota, o sindicato que representa as empresas de telecomunicações dispara que “a cidade de São Paulo está amarrada a uma legislação antiga, de 2004, de uma época em que a tecnologia ainda era o 2G e pouco se usava a internet móvel.

Segundo pesquisa PNAD, do IBGE, 96% dos internautas brasileiros usam o celular e consultam seus aparelhos 78 vezes por dia. E, enquanto o mundo da tecnologia fala em internet das coisas, cidades inteligentes e 5G, a lei atual impede o desenvolvimento da infraestrutura de telecomunicações.

“A lei atual é uma barreira tão grande que há mais de dois anos não se concede uma única licença de antena de celular na cidade, impedindo a capital paulista de ter novas antenas, maior cobertura e uma melhor distribuição do sinal, principalmente na periferia. Existem pedidos aguardando há 5 anos a liberação do licenciamento. Esses 1,2 mil novos pedidos, que equivalem à quantidade de antenas atualmente existente nas cidades de Campinas, Santos e Ribeirão Preto, se somarão a outros 700 que estão parados na Prefeitura”, apontou o sindicato.

No Brasil, as previsões são de que, entre 2016 e 2021, o tráfego de dados móveis em smartphones vai crescer 12 vezes. E para atender a essa demanda só há uma solução: a instalação de antenas, alertou o SindiTeleBrasil.

“O SindiTelebrasil reitera a importância e urgência do envolvimento das autoridades municipais da capital paulista para que a nova lei seja aprovada e promulgada, permitindo a expansão e a melhoria contínua da qualidade dos serviços e o desenvolvimento sustentável da maior cidade da América Latina”, finalizou a nota.