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Com clima cristalino, DP6 sobe no ranking GPTW TI

Empresa aposta em diálogo e relações transparentes com os colaboradores, fazendo-a ocupar o segundo lugar no ranking entre as pequenas

Marcelo Gimenes Vieira, especial para a Computerworld

18/10/2018 às 20h50

Foto: Divulgação

Transparência e diálogo. Essas são as palavras de ordem na paulistana DP6, consultoria de inteligência e performance em marketing que vinha subindo ano a ano e alcançou a segunda colocação no ranking GPTW TI e Telecom em 2018, publicado pela IT Mídia. E nada explica melhor essa ênfase do que um exemplo.

Em 2016, a empresa foi fortemente impactada pela crise econômica brasileira e enfrentou momentos difíceis. Demissões foram necessárias, benefícios foram cortados e outras duras medidas tiveram de ser tomadas, inclusive um corte de 30% dos salários dos gestores. As dispensas foram feitas em um dia, pela manhã, e logo depois os funcionários foram convocados para que os critérios adotados fossem explicados.

Dez marcos para a retomada do crescimento foram apresentados e uma promessa feita: quando a DP6 voltasse a crescer, os benefícios seria retomados. Tudo dito às claras, sem enrolação.

“Não me lembro de nenhum momento da vida desta empresa em que o time esteve tão unido”, lembra André Folli, diretor de operações da DP6.

Todos os 82 funcionários têm uma relação franca com a companhia e os gestores. Isso significa, entre outras coisas, ter acesso aos valores das remunerações de todos. A descrição de cada cargo também é minuciosa, de modo a apoiar colaboradores e mentores a direcionarem o trabalho para o próximo ciclo semestral de avaliação.

Valores e inclusão

Para Thaís Knittel, gestora de recursos humanos da companhia, o foco nos valores é parte do segredo do sucesso da DP6. Encontrar equilíbrio entre vida pessoal e profissional, com capacitação e inovação são alguns deles.

Um ambiente descontraído ajuda, e estimula brincadeiras e hábitos pouco usuais em companhias mais sisudas: patinetes, bermudas e chinelos são permitidos. Aniversários são comemorados todo mês com happy hours, e confraternizações após o expediente são estimuladas. Horários flexíveis, principalmente para os estagiários, são diferenciais.

Parte importante do esforço de criar um bom clima corporativo é o de incluir a todos. E como é comum em empresas de tecnologia, a DP6 tem se dedicado a contratar mais mulheres. A estratégia inclui procurar canais de recrutamento feminino em programação (Minas Programam, WoMakersCode e Feministrampos). A iniciativa tem surtido efeito: foram quatro mulheres contratadas no time de desenvolvimento no último ano e mais sete nos demais departamentos.

O próximo passo é encontrar canais de contração de afrodescendentes. “Todo mundo passa pelo mesmo processo seletivo, mas queremos aumentar a divulgação”, diz Knittel.

Desenvolvimento e retenção

Treinamentos e capacitação também recebem ênfase. Toda sexta-feira, há uma palestra sobre assuntos técnicos apresentados pelos próprios colaboradores, como forma de democratizar e homogeneizar o conhecimento. Palestrantes de outras empresas e instituições também são convidados – como uma psicóloga para falar sobre saúde mental, por exemplo.

Educação continuada é outro benefício importante. Todo colaborador com mais de seis meses de casa está elegível para o programa e pode reverter até 15% do salário anual em cursos. A inscrição pode ser feita por iniciativa própria ou indicação do tutor e garante um subsídio que varia entre 20 e 80%.

Parte desse esforço de desenvolvimento é o programa de tutoria da DP6, em que todos os funcionários têm um gestor de carreira que ajuda a pensar mensalmente os próximos passos para o desenvolvimento profissional. Desde que ingressa na empresa, já há um tutor definido, que o recebe nos primeiros dias, explica a cultura corporativa, as ferramentas utilizadas etc.

Além de conselheiro, o tutor na DP6 tem papel importante na retenção de talentos. “Muitas vezes acontece, graças a essa proximidade com o gestor, que ele [o colaborador] vem discutir com a gente quando recebe propostas de outras empresas”, explica Folli. “Em alguns casos, mostramos as desvantagens fazemos reflexões que buscam reter, mas também, em caso de propostas muito boas, nossa recomendação já foi ‘vá’.”

A evolução de carreira pode acontecer duas vezes ao ano, em avaliações formais. São coletadas opiniões de pupilos e superiores, que são somadas ao desempenho do funcionário em cada projeto. O material é dividido com o tutor que, junto com o time de RH, orienta o colaborador caso necessite de melhorias. Para outras necessidades são recomendadas terapia, coaching ou cursos. Em 2017, a DP6 promoveu 34 pessoas.

Futuro

A DP6 pretende investir em mais benefícios para os colaboradores. O foco para o próximo ano será no bem-estar físico, com a criação do Gym Pass – que subsidia uma gama de atividades esportivas.

Outro aspecto a aprimorar é a contratação de profissionais mais seniores, o que é um desafio para uma empresa que tradicionalmente contrata muitos jovens, e cuja média de idade gira em torno de 25 anos. A ideia é criar material de consulta para esses profissionais relacionado ao modo de fazer da empresa, incluindo cultura corporativa.

“Precisamos aprimorar a gestão de conhecimento como um todo. Estamos com dificuldades de saber quem trabalhou em qual projeto”, explica Folli. “Antes tínhamos isso de memória, agora está mais difícil.”

Top 3 entre as Pequenas no ranking GPTW TI

1º Sydle

2º DP6

3º MadeInWeb