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Eleições e instabilidade não freiam investimentos em Marketing

Saiba quais foram as ferramentas tecnológica mais utilizadas neste ano

Da Redação

10/10/2018 às 17h17

Foto: Shutterstock

Os investimentos de marketing em 2018 no Brasil sofreram pouco ou nenhum impacto devido às instabilidades financeiras e econômicas e ao período de eleições. É o que aponta a segunda edição da pesquisa “O Status do Marketing B2B no Brasil”, conduzida pela Intelligenzia, agência brasileira com foco nas empresas B2B.

Segundo o estudo, quase 80% dos entrevistados afirmaram que não tiveram sua verba de marketing restringida ao longo do ano por conta da instabilidade política. Pelo contrário, mais da metade das empresas não teve alterações em relação à verba de marketing ou tiveram um aumento na verba em 2018.

A pesquisa foi realizada entre os meses de maio e agosto, e contou com a participação 320 entrevistados – profissionais das áreas de Marketing e Comunicação das empresas. Ao menos 42% dos profissionais que responderam à pesquisa trabalham em empresas classificadas como de “grande porte”, de acordo com os critérios estabelecidos pelo IBGE. As médias, pequenas e microempresas correspondem a 58% dos entrevistados.

Ferramentas

Entre as ferramentas mais usadas dentro da estratégia de marketing, assim como em 2017, o destaque ainda são as plataformas para envios de e-mails, que foram citadas por 83,3% dos entrevistados (em 2017, essas ferramentas também ocuparam o primeiro lugar entre as estratégias utilizadas dentro do marketing, mas foram citadas por 57% dos participantes).

Em seguida, aparecem às ferramentas analíticas, com 59,7%, que tiveram um desempenho estável em relação ao ano passado, e as ferramentas para agendamento de mídias sociais, que tiveram um aumento de 24% em seu uso – de 41% para 51%. Os softwares de automação de marketing também tiveram um crescimento expressivo, de 27% para 43% este ano.

Objetivos para os próximos meses

Em relação aos objetivos de marketing, a geração de leads e a geração de vendas continuam sendo as prioridades, sendo citadas por, respectivamente, 81,8% e 79,2% dos participantes do estudo. A principal mudança fica para os dois próximos principais objetivos da lista. Se antes o terceiro colocado era brand awareness, com 32,6%, esse objetivo agora ocupa o quinto lugar, sendo ultrapassado pelos objetivos de aumentar o engajamento e nutrir a base de leads, ambos citados por 41,6% dos entrevistados.

Assim como em 2017, considerando que a geração de leads é disparadamente o principal objetivo das empresas com marketing digital, não é surpresa que as métricas mais usadas também tenham relação com os leads gerados. O estudo mostra, no entanto, uma mudança que, apesar de sutil, revela um importante ganho de maturidade, que é a priorização da qualidade do lead. Em 2017, a quantidade de leads foi mais citada do que a qualidade de leads para medir o retorno do trabalho – ambas foram citadas por, respectivamente, 58% e 52%. Este ano, a qualidade dos leads foi citada por 67,6%, enquanto a quantidade de leads, por 58,1%.

Para ter acesso ao estudo completo, clique aqui.

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