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BNDES deve financiar tecnologias para segurança, diz ministro

Raul Jungmann cita equipamentos como câmeras e software com capacidade de fazer reconhecimento facial e de gestos

Alana Gandra - Agência Brasil

05/10/2018 às 15h14

reconhecimento facial
Foto: Shutterstock

O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, anunciou ontem (4/10) a participação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) na área de investimentos em tecnologia da segurança. Várias linhas de ação estão sendo desenvolvidas em conjunto pelas duas instituições, disse Jungmann à Agência Brasil, após encontro com o presidente do banco, Dyogo Oliveira, no 3º Comando Aéreo Regional.

Segundo o ministro, a primeira ação é uma linha de crédito de R$ 40 bilhões que foi aberta pelo BNDES para um período de cinco anos, incluindo o ano em curso. Duas chamadas públicas já foram realizadas, dentro desse pacote de recursos, uma das quais destinada à compra financiada de veículos, no valor de R$ 1 bilhão, para aquisição de 8 mil viaturas. Outra linha, de R$ 220 milhões, destina-se à aquisição de 120 mil coletes para dar segurança aos policiais no trabalho.

Outra possibilidade em estudo é contar com apoio do BNDES em investimentos na área de tecnologia de segurança. Jungmann enumerou entre esses equipamentos, cada vez mais modernos e inovadores, câmeras e software que têm capacidade de fazer reconhecimento facial e de gestos das pessoas, além de análises, independentemente de contar com o fator humano.

Presídios

“Uma terceira linha de possibilidade que nós estamos trabalhando, e que, para nós, tem um imenso interesse, é exatamente a construção de presídios e penitenciárias, contando com o setor privado”. O ministro esclareceu, porém, que não se trata de dar ao setor privado o gerenciamento dessas unidades prisionais, mas que possa participar do processo de construção, a partir de uma modelagem feita pelo BNDES.

Para Jungmann, o setor privado poderia participar da construção de prisões semiabertas. “Porque você pegar a juventude e colocar no sistema fechado onde predominam as facções, é simplesmente entregar aquele que, muitas vezes, cometeu um delito que não é um delito de sangue, ou não tem antecedentes criminais, e colocar nas mãos de facções criminosas às quais jamais deixará de servir.”

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O ministro destacou que o financiamento do BNDES à área da segurança pública vai beneficiar municípios em todo o Brasil, no sentido de produzir mais segurança. "É um desejo de todos nós. Todos os brasileiros e brasileiras querem mais sossego, tranquilidade e segurança.”