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Ministério Público abre investigação sobre vazamento do Facebook

MPDFT instaurou inquérito para apurar se usuários brasileiros foram afetados por falha da rede social

Da Redação

02/10/2018 às 19h05

Foto: Shutterstock

O Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT) abriu nesta semana uma investigação sobre o vazamento de dados revelado na sexta-feira, 28/9, pelo Facebook, que afetou pelo menos 50 milhões de perfis da rede social. As informações são da Reuters.

Em seu inquérito civil público sobre o caso, aponta a agência, o órgão quer saber se usuários brasileiros da plataforma foram afetados e destaca que o ataque em questão “pode ter permitido o acesso indevido a dados pessoais dos usuários como nome, sexo e cidade”.

O promotor de Justiça e coordenador da Comissão de Proteção dos Dados Pessoais do MPDFT, Frederico Meinberg Ceroy, chama a atenção para o fato do incidente ter acontecido a poucos dias do primeiro turno das Eleições 2018 no país.

Em nota enviada à reportagem da Reuters, a assessoria do Facebook afirma que a empresa ainda não notificada pelo Ministério Público e diz estar à disposição para prestar esclarecimentos.

O caso também está sendo investigado por órgãos reguladores da Europa, como a Comissão de Proteção de Dados, da Irlanda. Além disso, como aponta o Wall Street Journal, a companhia Mark Zuckerberg pode receber uma multa de até 1,63 bilhão de dólares na União Europeia por conta do GPDR, regulamento de proteção de dados da região que entrou em vigor em maio.

Entenda o caso

Em um post publicado na sexta, 28/9, o Facebook afirmou já ter corrigido a vulnerabilidade e explicou que os invasores em questão exploraram uma vulnerabilidade no código da plataforma que impactou o recurso View As (Visualizar Como), que permite que os usuários vejam como os seus perfis aparecem para outras pessoas – a funcionalidade foi desabilitada temporariamente pela plataforma como medida preventiva.

“Isso permitiu que eles roubassem tokens de acesso do Facebook que eles poderiam usar para assumir as contas das pessoas. Os tokens de acesso são equivalentes a chaves digitais que mantém as pessoas logadas no Facebook de forma que elas não precisem redigitar suas senhas sempre que usam o aplicativo”, explicou a companhia em seu blog.

Além das 50 milhões de contas que já se sabe que foram afetadas pelo problema, o Facebook também afirma que outras 40 milhões pessoas podem ter sido vítimas do mesmo ataque. Por conta disso, um total de 90 milhões de usuários da rede social foram deslogadas de suas contas no final de semana como forma de prevenção.