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Como a tecnologia pode melhorar a vida das pessoas?

Afinal, como podemos nós, seres humanos, com o uso da tecnologia, fazer a diferença para a sociedade e de forma exponencial?

Lilian Primo Albuquerque*

01/10/2018 às 8h01

Foto: Shutterstock

O uso da tecnologia está presente a todo momento, desde a hora que acordamos até quando vamos dormir. Graças a ela, podemos verificar e-mails, conferir mensagens de WhatsApp, curtir uma música ou mesmo engatar uma meditação enquanto escutamos um áudio relaxante.

Muitos – como eu – já acordam de olho no celular, espiando a agenda para programar o dia, checando a previsão do trânsito e do clima para decidir quando e como sair de casa, e acessando mensageiros e serviços de e-mail para ficar por dentro das novidades. Claro que tudo Isso facilita muito para que possamos ter uma vida digital mais flexível.

Ainda que esse cenário seja rotina para muitos, o mundo precisa que a tecnologia ajude com muito mais. Afinal, como podemos nós, seres humanos, com o uso da tecnologia, fazer a diferença para a sociedade e de forma exponencial?

Recentemente, em 2017, tive a oportunidade de ir ao Summit da Singularity University, em São Francisco. Lá, foi dito que, até 2050, dois terços da população – ou mais de 6 bilhões de pessoas – devem viver em áreas urbanizadas. Ou seja, as tecnologias exponenciais mudarão radicalmente a maneira como construiremos e organizaremos nossas cidades no futuro. É interessante notar, no entanto, que, quando falamos nessas cidades, falamos de locais seguros para a população.

Porém, como fazer dessas localidades um refúgio seguro se, eventualmente, elas podem sofrer os efeitos de um desastre natural? As forças da natureza podem causar uma grande destruição social, afetando indivíduos, comunidades, cidades ou até mesmo um país inteiro. Com tantos desastres acontecendo e impactando a vida de tantas pessoas ao redor do mundo, veja o que diz a ONU Brasil sobre o assunto:

“Catástrofes naturais fazem com que, anualmente, 24 milhões de indivíduos sejam levados à miséria, alertou o secretário-geral da ONU, António Guterres. O dirigente pediu mais compromisso com marcos globais para combater a ameaça dos desastres. Segundo o novo relatório do Escritório das Nações Unidas para a Redução do Risco de Desastres (UNISDR), fenômenos extremos deslocam cerca de 14 milhões de pessoas por ano. Produzida a partir de dados de 204 países, a pesquisa do UNISDR alerta que, dos dez países mais suscetíveis à destruição e consequente migração associada aos fenômenos extremos, oito são do Sul e Sudeste da Ásia.”

Ferramentas certas nas mãos certas

A tecnologia, pode ajudar a mitigar esse impacto trazido pelos desastres naturais de diversas formas. Para começar, as informações captadas por dispositivos IoT e a capacidade de processamento cada vez maior da computação em nuvem – aliada a plataformas cognitivas na cloud – tem o potencial de desvendar padrões e trazer novos insights para cientistas e pesquisadores. O resultado disso são projetos que, ao utilizar algoritmos e modelos de aprendizado avançados, trazem à mesa uma capacidade mais apurada de prever terremotos, tsunamis, erupções e outros acontecimentos climáticos.

Outra das possibilidades para o uso da tecnologia dentro desse tema é no auxílio na conscientização do público. Um exemplo disso é o trabalho fantástico feito há pouco tempo pela equipe do The Weather Channel, nos Estados Unidos.

Para traduzir o potencial destrutivo do furacão Florence, que se aproximava cada vez mais da costa do país, o canal meteorológico foi além de imagens reproduzidas em uma tela ou um fundo verde. Aliou Big Data a uma simulação de computação gráfica em tempo real e deu a verdadeira dimensão de como a passagem do furacão afetaria os cidadãos e as ruas das cidades – utilizando o apresentador como referência e escala. O mais interessante é que a mesma ação imersiva pode ser adaptada para representar os efeitos de incêndios florestais e outros eventos extremos.

Por fim, a tecnologia também dá a oportunidade para que você também possa fazer a diferença. Iniciativas como a Call for Code que quer ajudar a resolver problemas globais urgentes com soluções sustentáveis de software, colocam o poder da mudança nas suas mãos.

A ideia do projeto elaborado pela David Clark Cause é propor que, por meio de suas linhas de códigos, desenvolvedores de todo o mundo possam enxergar possibilidades onde muitos veem desafios. O tema inaugural do Desafio Call for Code, que tem inscrições abertas até o final de setembro, é justamente “Preparação e Recuperação em Desastres Naturais”.

*Lilian Primo Albuquerque é executiva de desenvolvimento de novos negócios na IBM