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CEOs ativistas: 82% dos profissionais de TI defendem ativismo corporativo

Estudo aponta que 81% dos profissionais acreditam que os CEOs têm a responsabilidade de posicionar-se sobre questões importantes para a sociedade

Da Redação

30/09/2018 às 14h21

Foto: Shutterstock

O ativismo corporativo está em alta. O estudo CEO Activism in 2018: The Tech Effect, realizado pela agência de comunicação Weber Shandwick em parceria com a KRC Research, aponta que 82% dos profissionais do setor de tecnologia têm opinião favorável sobre CEOs ativistas e 81% acreditam que os CEOs têm a responsabilidade de posicionar-se sobre questões importantes para a sociedade.

O entusiasmo em relação ao ativismo corporativo é alto em todos os mercados estudados, não sendo exclusividade da TI. No entanto, profissionais de tecnologia que trabalham para empresas do mesmo ramo têm posição mais favorável do que aqueles que trabalham em companhias de outros setores (86% contra 81%, respectivamente).

Andy Polansky, CEO global da Weber Shandwick, destaca que a nova geração de profissionais de tecnologia tem sido muito procurada por empresas de todos os mercados e setores. "Eles apresentam alto nível de especialização e habilidades avançadas, o que os torna interessantes para todo o tipo de empresa. Nosso estudo, o primeiro que compreende este público, mostra que o ativismo corporativo não vai desaparecer e que espera-se, cada vez mais, que os CEOs defendam seus princípios no que diz respeito às questões sociais", afirmou.

Aproximadamente nove entre dez profissionais de tecnologia – 88% – concordam que CEOs precisam se posicionar quando os valores de sua empresa são violados ou ameaçados. Quando perguntados sobre as razões pelas quais os CEOs tomam partido publicamente sobre essas questões, 35% acreditam que se trata de "honestidade e alinhamento com os valores da empresa". Claramente, existe uma expectativa de que CEOs representem a cultura e os valores da organização de maneira firme frente ao público.

A ligação entre os valores das empresas e o ativismo corporativo expressado pelos CEOs não pode ser negligenciada: 79% dos profissionais de tecnologia afirmam que seriam mais leais aos seus empregadores se seus CEOs assumissem posições públicas sobre fatos e questões socialmente relevantes.

Mulheres na linha de frente

De maneira ampla, as profissionais de tecnologia do sexo feminino expressam maior simpatia ao ativismo por parte dos CEOs do que os colegas do sexo masculino.

Elas são mais propensas a concordar que CEOs precisam defender os valores da empresa e que têm a responsabilidade de se posicionar: 80% das mulheres dizem que sua lealdade ao empregador aumentaria se suas organizações fossem lideradas por CEOs ativistas.

Metodologia

O estudo foi conduzido entre os meses de maio de junho, com 502 profissionais da área de tecnologia, em sete mercados: Brasil, Canadá, China, Estados Unidos, Índia, México e reino Unido. No Brasil, 50 profissionais foram ouvidos, dos quais 90% são simpáticos ao ativismo corporativo.