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Contra ciberameaças, Cisco aposta na adoção de rede intuitiva

Uso de machine learning para identificar e prevenir ciberameaças é defendido como a próxima grande onda no setor

Carla Matsu

20/09/2018 às 19h05

Foto: Shutterstock

Falar de cibersegurança em tempos onde empresas correm para concluir seus projetos de transformação digital parece ser redundante. Mas não é bem esse o caso. Se por um lado, o número de ataques por ransonware - malware que criptografa os dados e os mantém refém - deu um salto no último ano, o mesmo não pode ser dito sobre as ações das empresas para mitigar esses riscos. Em 2017, foram registrados 134 mil ataques por ransomware às empresas, segundo levantamento da Online Trust Alliance, colocando o ano com o pior saldo em relação às brechas de dados e incidentes cibernéticos em todo o mundo. Do outro lado, um estudo encomendado pela empresa de seguros Hiscox, feito com mais 4.100 empresas em cinco nações, diz que apenas 30% delas estariam preparadas para um ataque hacker.

A letargia em relação à cibersegurança das companhias precisa ser endereçada com urgência tendo em vista a ascensão de dispositivos conectados. A previsão é que 50 bilhões de devices estejam conectados até 2020, uma estimativa que traz uma série de oportunidades de negócios, mas também acende alerta às corporações. Para a Cisco, a saída está no que a empresa chama de rede intuitiva.

“A arquitetura de segurança é muito mais poderosa do que um conjunto de soluções separadas”, ressaltou Jordi Botifoll, presidente da Cisco para a América Latina, em coletiva de imprensa que aconteceu nessa quarta-feira (19) durante o Cisco Connect, evento itinerante dedicado a parceiros e clientes. O executivo lembrou de um dos grandes cases recentes de infraestrutura de rede da Cisco, a Olimpíadas Rio 2016. Na ocasião, a companhia relatou que a Cisco, ao lado das soluções de parceiros de segurança, detectou 40 milhões de ameaças, bloquearam 23 milhões de ataques e mitigaram 223 ataques DDoS. “Cibersegurança é intrínseco ao conceito de arquitetura”, completou Botifoll.

Redes intuitivas

O uso de machine learning para identificar ciberameaças tem sido defendido como a próxima onda no setor. Há um ano, a Cisco lançou o que disse ser o mais significativo avanço em tecnologia de rede da última década: uma arquitetura de rede intuitiva, capaz de antecipar ações de usuários, bloquear ameaças à segurança e continuar a evoluir e entregar o melhor desempenho para atingir as necessidades dos negócios.

Atualmente, as empresas estão gerenciando suas redes por meio de processos de TI tradicionais que não são sustentáveis, segundo a Cisco. A abordagem da empresa cria um sistema intuitivo que constantemente aprende, se adapta, automatiza e protege as operações de rede e se defende contra o cenário de ameaças em contínua evolução.

No Brasil, Botifoll defendeu que parceiros da Cisco estão “em sintonia perfeita” com o modelo de software por subscrição, que consegue entregar atualizações de forma mais rápida para as exigências de segurança atuais. “Estamos movendo o nosso modelo de negócios e crescendo com eles. O modelo de subscrição, de rede intuitiva, é algo que nossos clientes estão absorvendo e colaborando com a gente. A segurança é uma arquitetura e isso está muito ligado ao conceito de conectividade intuitiva”, salientou.

Tendo em vista os investimentos em tecnologia e o alerta sobre a urgência por políticas mais estruturadas em cibersegurança das corporações, a Cisco aposta em um último trimestre de crescimento. “A necessidade iminente de reinvenção, de atualização das plataformas de segurança no mercado, raras são as vezes que se param investimentos para ver o que acontece”, disse Laércio Albuquerque, presidente da Cisco Brasil. “O ransomware está acontecendo no Brasil inteiro. Não é uma questão de otimismo, o investimento em tecnologia cresceu e vai continuar crescendo. Investimento em tecnologia não é só em inovação para melhorar a relação com cliente, mas também questão de produtividade. As soluções de colaboração, de cibersecurity e toda a parte de conectividade, você não consegue mover milhões de dados se não conseguir mover a plataforma de conectividade, e é isso exatamente o que a gente faz”, resumiu Laércio.

 

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