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Multinacionais brasileiras inovam mais do que estrangeiras

9 a cada 10 multinacionais brasileiras desenvolveram produtos ou processos produtivos inovadores entre 2012 e 2014, mostra estudo

Da Redação

19/09/2018 às 10h39

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Foto: Shutterstock

Estudo realizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que as multinacionais brasileiras são mais inovadoras do que companhias estrangeiras e grupos nacionais que operam no País.

Segundo o levantamento, do grupo - mesmo que pequeno, com cerca de 60 empresas -, 92% das companhias multinacionais brasileiras desenvolveram produtos ou processos produtivos inovadores entre 2012 e 2014, período analisado.

A pesquisa é feita a cada triênio e a próxima será divulgada no fim deste ano. Entre as 457 empresas estrangeiras, 371 foram classificadas como inovadoras (81% delas). Já no grupo de 1.239 indústrias nacionais com mais de 500 funcionários, o índice é de 62%, ou 766 companhias.

O estudo, divulgado pelo jornal O Estado de S. Paulo, tem como base a última Pesquisa de Inovação (Pintec), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e foi coordenado pelo Fórum de Empresas Transnacionais da CNI, incluindo resultados dos segmentos alimentício, têxtil, couros e calçados, celulose e papel, químico, metalurgia, veículos automotores e máquinas, aparelhos e materiais elétricos.

Segundo definição da Pintec, atividades inovadoras são caracterizadas pelo lançamento de produtos inéditos e aperfeiçoamento significativo de processos produtivos.

Fabrizio Panzini, gerente de Negociações Internacionais da CNI e responsável pelo estudo, explica que o grau maior de inovação por parte das multinacionais brasileiras é explicado, em parte, "pelo fato de terem filiais num ecossistema diferente, enfrentando concorrentes locais, o que as obriga a serem competitivas naquele ambiente."

O estudo aponta também que, no caso das multinacionais estrangeiras, grande parte das inovações vem das matrizes e, quando necessário, são adaptadas ao mercado local. Por outro lado, as empresas nacionais não reservam investimentos significativos em P&D.

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