Home  >  Negócios

Kassab vira réu por suspeita de recebimento de R$ 21 milhões via caixa 2

Ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações é acusado de repasse de valor recebido da Odebrecht

Da Redação

10/09/2018 às 16h51

gilberto kassab
Foto: Shutterstock

Legenda: gilberto kassab

O ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab (PSD), virou réu por suspeita de recebimento de R$ 21 milhões via caixa dois, com parte do valor utilizado na campanha eleitoral de 2008 para a Prefeitura de São Paulo. O ministro é investigado por suposto repasse do valor da Odebrecht via caixa 2 entre 2008 e 2014.

O juiz José Gomes Jardim Neto, da 9ª Vara da Fazenda Pública, aceitou uma ação de responsabilidade civil por atos de improbidade administrativa contra Kassab, que havia sido denunciado pelo Ministério Público de São Paulo em 2017.

Com a ação, Kassab teve os bens bloqueados até o valor de R$ 21.251.676,00, segundo informações do portal G1.

O caso

A ação é do dia 18 de dezembro de 2017, de autoria dos promotores Silvio Marques, José Carlos Blatt, Christiano Jorge Santos, Karyna Mori, Valter Santin, Thomás Yabiku. A decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo, por sua vez, é do último dia 5.

A ação foi proposta por um grupo de promotores após revelações da Operação Lava a Jato, que apontam para um acordo com a Odebrecht, que aceitou devolver dinheiro e dar novos depoimentos sobre o caso. Pelo acordo, a empresa se livra de responder ao processo, mas aceita pagar as multas.

Ao MP, os colaboradores da construtora disseram que o dinheiro dado a Kassab visava aumentar a participação da empresa na cidade. Na época, a Oderbrecht tinha um dos contratos do túnel da avenida Jornalista Roberto Marinho, na Zona Sul da capital paulista, obra que foi suspensa pelo ex-prefeito Fernando Haddad (PT) por conta do escândalo identificado pela Operação Lava Jato.

Ao Estado de S. Paulo, o escritório Bottini & Tamasauskas Advogados, que representa Kassab, informou que vai recorrer ao Tribunal de Justiça de São Paulo. Segundo nota enviada, a defesa do ministro afirma que ainda não foi intimada da referida decisão, "contudo causa surpresa que tenha havido a decretação de medida extremamente grave diante de notáveis inconsistências nos depoimentos apresentados: foram diversas versões para um mesmo fato, a afastar a correção da versão encampada pelo Ministério Público. A decisão será objeto de recurso ao Tribunal de Justiça."

Deixe uma resposta