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Como se planejar financeiramente para mudar de carreira?

Especialista dá dicas para que a transição profissional possa acontecer da melhor maneira possível.

Da Redação

31/08/2018 às 18h55

Foto: Foto: Shutterstock

Muitas vezes, as pessoas adiam ou acabam deixando de lado uma desejada mudança de carreira por questões como a estabilidade financeira, conforme um novo artigo intitulado “Can You Afford To Change Your Career?” (“Você Consegue Bancar Mudar De Carreira?”, em tradução livre), do Harvard Business Review.

Isso acontece, como aponta o texto do HBR, escrito pelo especialista Russell Clayton, porque algumas vezes imaginamos – ou sabemos mesmo – que a nova profissão para a qual queremos migrar, independente do motivo, paga menos do que o nosso emprego atual, o que torna uma eventual mudança neste sentido mais arriscada e difícil.

Para conseguir se preparar melhor para realizar a desejada transição profissional sem sofrer grandes impactos na sua estabilidade financeira, Clayton, que escreveu o livro “In Search of Work-Life Balance” (2016), dá algumas dicas práticas.

A primeira consiste em “testar” o salário estimado para a sua possível nova carreira. “Descubra quanto você deverá ganhar, e viva com esse valor por entre dois e quatro meses. Melhor ainda, viva com menos do que você deverá ganhar. Isso lhe dará uma imagem realista de como a sua vida seria, a partir de uma perspectiva de renda, nesta sua nova carreira.”

Para isso, destaca o autor, é importante revisar o seu orçamento para saber de forma detalhada onde os seus vencimentos atuais são gastos. “Caso você já não tenha um orçamento, dê uma olhada nos últimos seis meses das suas faturas de cartão de crédito, talão de cheques e extrato do cartão de débito para ver onde você está gastando”, explica.

Se o seu possível novo emprego tiver um salário relativamente próximo do seu pagamento atual, algo como 90%, então o ajuste pode ser mais simples e incluir mudar a lista de compras do mercado, cancelar o serviço de TV a cabo ou sair menos para jantar fora, aponta Clayton.

Caso a diferença salarial seja mais significativa, então serão necessários ajustes mais agressivos, o que envolve procurar por oportunidades mais baratas nas categorias em que gasta mais. “Existem opções de moradia mais baratas na sua área? Você pode diminuir os seus custos de deslocamento ao usar transporte público?”, sugere o especialista, que destaca a importância de explorar essas alternativas durante o período de testes.

Ao final do teste, sugere Clayton, é importante analisar seu orçamento e seus extratos bancários para avaliar como foi a experiência e compreender melhor o impacto que esse possível novo emprego teria na sua vida neste sentido.

Além disso, o especialista sugere algumas outras medidas para as pessoas se prepararem para fazer uma mudança de carreira. A lista inclui ter um plano B (e C e D), caso a tentativa de mudança não corra como o esperado, e fazer – ou complementar – um fundo de emergência, uma espécie de poupança para ajudar a transição a ser mais suave. “Uma boa regra de ouro é ter guardado entre três e seis meses de despesas básicas.”

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