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Brasil ampliará investimento em cloud em linha com cenários futuros

Estudo da Citrix indica que País está à frente no uso da nuvem, com maior intenção de investimentos no próximo ano

Déborah Oliveira

30/08/2018 às 15h04

Foto: Shutterstock

A cloud há tempos deixou de ser apenas uma promessa para efetivamente entrar na estratégia das empresas. Apesar de madura, a tecnologia ainda tem espaço para crescer. É o que mostra estudo da Citrix realizado com talentos de TI em cinco países na América Latina, incluindo o Brasil.

O levantamento constatou pontos relevantes em relação ao uso da cloud. O Brasil, por exemplo, é o país com maior número de empresas usando ativamente serviços de nuvem (57%), com maior intenção de investimento nos próximos anos (74%) e a facilidade do acesso às informações (46%) bem como o backup de informações (36%) entre os maiores benefícios encontrados.

Na América Latina, os números são parecidos. As empresas pesquisadas que possuem um tipo de nuvem privada ou híbrida planejam aumentar o orçamento para serviços na nuvem. Os projetos de TI que as empresas que migraram para a nuvem têm investido, corresponde à melhoria de software (23%) e despesas operacionais (14%).

Segundo Luis Banhara, country manager da Citrix Brasil, o avanço do uso da cloud está em linha com o futuro do trabalho, que demandará ambientes flexíveis e de fácil acesso em qualquer lugar e a partir de qualquer dispositivo. “Agilidade e flexibilidade são as palavras da vez. No começo do ano passado, 20% das pessoas trabalhavam no modelo home office no Brasil. O número saltou para 35%. Assim, tecnologias de nuvem viabilizam esse novo cenário”, comentou.

O home office, que começou a se popularizar nos últimos anos, ganhará força daqui para frente. Há vários motivos para tal. Um deles é o aumento da população em áreas urbanas, além do crescimento dos congestionamentos. “Se conseguimos criar hubs em locais específicos das grandes cidades, o colaborador se conecta a um laptop, que não é dele, acessa sistemas que estão na nuvem e trabalha dali mesmo. Ao terminar as atividades, nenhuma informação ficou no computador, está tudo na nuvem. Esse é o futuro conectado”, afirmou Banhara.

O estudo endossa essa visão. A partir das informações coletadas no levantamento, constatou-se que 62% das empresas com tipos de trabalho flexíveis os implementaram a pedido dos funcionários, principalmente por gestão do tempo (13%), maior produtividade (8%), maior conforto (6%) e maior qualidade de vida (6%). Os resultados, de acordo com os gestores em TI, foram positivos considerando que acessar a dados e aplicativos de qualquer lugar ou dispositivo torna a equipe mais produtiva (88%).

Outro fato notável é que 65% das empresas disseram que redesenharam o espaço de trabalho para se adaptar às novas formas de trabalho flexíveis, especificamente para buscar maior produtividade e melhor gestão do tempo pelo funcionário. Apenas 33% das empresas que não adaptaram seu espaço de trabalho na modalidade flexível, declararam que pretendiam redesenhar no curto prazo, principalmente as empresas do Brasil e do Chile.

Modernização necessária para a cloud

Na visão de Banhara, a adoção de cloud foi acelerada também pela transformação digital, uma modernização necessária em tempos de competição acirrada. Contudo, há muitas empresas que fizeram investimos pesados nos últimos anos em data center e devem esperar mais algum tempo para migrar para a nuvem.

O estudo conclui que a nuvem proporciona mais benefícios do que desvantagens para empresas de diferentes setores, mas a falta de infraestrutura adequada e a confiança na proteção de dados são ainda importantes barreiras na completa integração dos serviços em nuvem.

Apesar disso, o levantamento indica que 74% das empresas na América Latina deverão integrar múltiplos serviços e aplicativos a algum tipo de nuvem nos próximos três anos. A maioria das empresas procura aumentar a agilidade (19%) e a flexibilidade na gestão das informações (17%), além de melhorar a segurança e a proteção de dados (17%).

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