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VMware fortalece estratégia de Kubernetes

Empresa quer usar poder das máquinas virtuais para facilitar gerenciamento de containers

Guilherme Borini

29/08/2018 às 13h43

Foto: Guilherme Borini

A VMware está compromissada com Kubernetes. A afirmação de Sanjay Poonen, COO da empresa, durante painel no evento anual  VMworld 2018, demonstra um dos focos recentes da empresa: surfar a onda de um dos temas em alta no mundo do desenvolvimento.

Originalmente criado pelo Google, Kubernetes é um sistema de orquestração de containers, que, por sua vez, são um método de desenvolvimento que vem sendo adotado por organizações dos mais diversos tipos.

O mercado de Kubernetes tem sido alvo de gigantes da tecnologia, como IBM e Microsoft - além da gigante de buscas.

A VMware não quer ficar para trás e aposta no chamado conceito de "Kubernetes corporativo". O foco é fornecer a infraestrutura para que as aplicações rodem - em ambientes VMware - sem problemas operacionais, sobretudo de segurança, atualizações e gerenciamento.

"Para rodar containers com Open Source (forte conceito em containers e Kubernetes), é preciso fazer todo o quebra-cabeça para montar, o que sai caro e complicado", alertou André Andriolli, diretor de engenharia de sistemas da VMware Brasil.

O executivo diz que a empresa usa a experiência de fazer a infraestrutura tecnológica rodar de forma "macia", para levar ao Kubernetes.

Para isso, a companhia recorreu à Pivotal Software, também empresa do grupo Dell, para a criação do Pivotal Container Service (PKS), anunciado no ano passado. Desenvolvida em conjunto, a ferramenta permite às empresas e prestadores de serviço disponibilizar Kubernetes prontos para produção no VMware vSphere e no Google Cloud Platform (GCP), compatível com Google Container Engine (GKE).

"É um Kubernetes corporativo que resolve problemas operacionais", definiu Andriolli. "Costumamos chamar de problema do Dia 2, quando a empresa coloca a solução no ar, mas agora tem atualizações e gerenciamento para lidar."

Máquinas virtuais vs containers?

Mas qual a relação entre containers e máquinas virtuais?

Andriolli comenta que existe uma percepção errada em achar que um conceito vai de encontro ao outro. "Tanto é verdade que Google e outros provedores de cloud pública rodam seus containers em máquinas virtuais", apontou.

Ele explica que máquinas virtuais são uma forma de otimizar o uso do hardware, enquanto container é uma maneira de "embalar" aplicações. "Máquinas virtuais não foram feitas para embalar aplicações, mas sim para pegar sistema operacional e separar do hardware."

Segundo estimativas da VMware, cerca de 80% da infraestrutura do mundo roda em máquinas virtuais, por isso a oportunidade da empresa em rodar essas aplicações.

"Alguns fabricantes falam em colocar (Kubernetes) no ambiente físico, mas cai em problemas de hardware como anos atrás."

Flexibilidade

Para Andriolli, a principal vantagem do container é a portabilidade, algo que vai ao encontro do foco da VMware: fornecer flexibilidade como coração dos seus negócios.

"Se a aplicação está em container, consigo colocar para rodar em uma máquina virtual VMware, em uma máquina virtual na AWS, no Google Cloud, em uma máquina física etc. Oferecemos uma portabilidade muito boa", completou.

*O jornalista viajou a Las Vegas (EUA) a convite da VMware

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