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UFSCar realiza experimento de gateway para IoT

Departamento de Física testa infraestrutura de transmissão de dados de baixos custo e consumo energético

Da Redação

23/08/2018 às 14h20

IoT
Foto: Shutterstock

A Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) está sendo "palco" de um experimento de infraestrutura de conexão à internet que utiliza a tecnologia LoRa/LoRaWAN. Com baixos custo e consumo de energia e grande abrangência, a infraestrutura permite a transmissão de dados de locais de difícil acesso e/ou com dificuldades nas conexões 3G e WiFi, por exemplo. A tecnologia é particularmente apropriada a aplicações de internet das coisas (IoT).

O projeto está sendo desenvolvido por Filippo Ghiglieno, docente do Departamento de Física (DF), e Marcelo José Duarte, analista de tecnologia de informação no Departamento, no âmbito do Grupo de Óptica, Laser e Fotônica (GOLF).

Os responsáveis pelo projeto explicam que a infraestrutura instalada na UFSCar (um gateway público de conexão LoRa/LoRaWAN) permitirá estudos e provas de conceitos nesta que é uma área com ampla aplicabilidade na Física, em Tecnologia da Informação e outros campos.

Atualmente, uma primeira aplicação já em desenvolvimento no Departamento é o monitoramento ambiental em locais com grande circulação de pessoas, a partir de sensores que coletam dados de diferentes variáveis físico-químicas (como concentração de CO2, temperatura, umidade do ar, dentre outras).

Duarte destaca que esta é uma tecnologia em desenvolvimento, e não viu outras universidades divulgando o seu uso. "A UFSCar mais uma vez é pioneira, como em 2009, quando fomos a primeira universidade brasileira a adotar, em ampla escala, o protocolo IPv6", lembra.

Ghiglieno explica que trata-se de uma tecnologia que facilita muito a transmissão de dados, na perspectiva de formar um grande banco de informações, para estudos e mineração de dados. "É importante, neste sentido, registrar que estamos sempre abertos a parcerias", completa.

SAP

O gateway instalado na UFSCar está vinculado à rede do projeto internacional The Things Network (www.thethingsnetwork.org) e permanecerá público para testes até o final deste ano.

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