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Brasil tem primeiro projeto de AI para diagnóstico por imagem

FIDI e AIDOC firmam aplicam inteligência artificial à radiologia. Software contribui na priorização do atendimento aos pacientes com lesões cerebrais

Da Redação

14/08/2018 às 12h49

radiologia
Foto: Shutterstock

A Fundação Instituto de Pesquisa e Estudo de Diagnóstico por Imagem (FIDI), gestora de serviços de diagnóstico por imagem da rede pública, e a startup israelense AIDOC firmaram uma parceria para levar tecnologias de inteligência artificial a exames de tomografia de crânio.

O Hospital do Mandaqui, em São Paulo (SP), é o primeiro a ter em funcionamento a tecnologia, que identifica lesões em tomografias de crânio por meio de inteligência artificial, auxiliando e sinalizando via sistema que o paciente deve ter o atendimento e o laudo priorizados.

A parceria conta com apoio da Secretaria de Estado de Saúde de São Paulo e concretiza no Brasil o primeiro projeto de pesquisa de inteligência artificial no diagnóstico por imagem para a rede pública. A expectativa é de oferecer atendimento qualificado no menor tempo possível em casos de traumatismos, acidente vascular cerebral e outras situações que determinem dano cerebral, a fim de reduzir sequelas e até mesmo salvar vidas.

Segundo a AIDOC, desde a implantação do projeto, no início deste ano, 92% dos casos em que havia sangramentos foram devidamente detectados e priorizados pelo algoritmo, reduzindo em 36 minutos o tempo de laudo.

O objetivo não é substituir o capital humano no processo de análise e elaboração de laudos, já que todos os exames são analisados e laudados pelo médico radiologista, e sim dar ainda mais precisão e agilidade ao profissional. “Todo desenvolvimento tecnológico é usado em benefício do paciente. Com a ferramenta, nós agilizamos o atendimento de pessoas com quadro mais grave e que nem sempre é visível antes da análise do exame”, afirma Igor dos Santos, Médico Radiologista e Chefe de Inovação da FIDI.

O processo

Ao realizar um exame, as imagens seguem para o servidor da FIDI, que identifica se é uma tomografia de crânio, oculta os dados do paciente e envia para o servidor da AIDOC na nuvem. As imagens são devolvidas para o servidor da FIDI com as marcações das lesões, se houver. O exame é reidentificado com os dados do paciente e segue para a central de laudos da FIDI.

Na central de laudos, o sistema prioriza automaticamente o exame que apresenta quadro grave, permitindo ao médico radiologista analisar e laudar mais rapidamente para acelerar o atendimento ao paciente. “É importante salientar que as imagens que seguem para o servidor da AIDOC continuam simultaneamente disponíveis na central de laudos da FIDI, ou seja, o uso da ferramenta não inviabiliza o trabalho já realizado normalmente”, explica dos Santos.

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