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5 governos que já usam blockchain

Conheça órgãos governamentais de todo o mundo que já lançaram projetos de blockchain

Tom Macaulay - Computerworld UK, com Redação

02/08/2018 às 15h42

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Foto: Shutterstock

Legenda: blockchain

O blockchain é mais conhecido como a base para transações de criptomoedas, mas a tecnologia de pode ser utilizada de diversas outras formas, inclusive em nível governamental.

Governos em todo o mundo estão investigando os benefícios de colocar serviços públicos em registros distribuídos para criar novos sistemas que vão desde registros de saúde, votação, tributação, pagamentos de previdência social até engajamento com cidadãos e moedas digitais.

Confira alguns dos governos que já lançaram projetos de blockchain:

1. União Europeia

O European Union Intellectual Property Office (EUIPO) está investigando como blockchain poderia combater a falsificação, que custa à UE € 60 bilhões a cada ano, de acordo com a agência

Em junho, o EUIPO e a Comissão Europeia organizaram o concurso "Blockathon", em Bruxelas (Bélgica), no qual 11 equipes criaram uma série de soluções de blockchain anticorrupção, recorrendo ao apoio de especialistas em direito.

O Team Cryptomice ganhou o prêmio geral por criar um "gêmeo virtual", que não pode ser copiado e é enviado aos consumidores para verificação antes de receber o produto físico conectado, que é registrado em uma rede de blockchain.

"O objetivo geral é ter um bom aplicativo ou produto baseado em blockchain que possa parar ou pelo menos diminuir a quantidade de produtos falsificados que temos hoje na UE", explicou Luis Berenguer Giménez, porta-voz do EUIPO.

2. Estônia

O blockchain fornece a espinha dorsal do renomado programa e-Estonia, que conecta serviços governamentais em uma única plataforma digital. O projeto integra uma vasta quantidade de dados confidenciais dos registros de saúde, judiciário, legislativo, segurança e códigos comerciais, que são armazenados em um livro-caixa para protegê-los de corrupção e uso indevido.

O país começou a testar a tecnologia de contabilidade distribuída em 2008, antes mesmo do bitcoin “dominar” as redes de blockchain. A Estônia apelidou a tecnologia de "hash-time-stamping" na época.

O estado báltico passou a desenvolver uma tecnologia de blockchain chamada KSI, que protege as redes, sistemas e dados do país. A ferramenta fornece um sistema de segurança formalmente verificável para o governo que pode funcionar mesmo sob constante ataque cibernético e, agora, está disponível em mais de 180 países.

3. EUA

Os EUA estão explorando vários aplicativos baseados em blockchain. Em janeiro de 2017, a Food and Drug Administration (FDA) anunciou que havia assinado um contrato de desenvolvimento conjunto de dois anos com a IBM Watson Health para explorar o uso do blockchain para compartilhar com segurança os dados dos pacientes. A colaboração visa abordar a falta de transparência e segurança no processamento de dados de saúde e começou com um estudo sobre dados relacionados à oncologia.

Em junho de 2018, o governo Trump também entrou na jogada. O Departamento de Segurança Interna (DHS) atribuiu um subsídio de US$ 192 mil para uma startup chamada Factom testar a capacidade do blockchain de proteger dados recolhidos por câmeras e sensores.

4. Dinamarca

Em 2014, o partido político dinamarquês, a Aliança Liberal, tornou-se o primeiro grande partido político do mundo a votar usando a tecnologia blockchain.

O partido faz parte de um governo de coalizão de três partidos na Dinamarca e continua a usar blockchain para dar poder às eleições internas que realiza em sua reunião anual em Copenhague.

5. Dubai

Dubai quer se tornar o primeiro governo do mundo a conduzir todas as suas transações usando blockchain até 2020.

A cidade estima que adicionar pedidos de visto, pagamentos de contas, renovações de licenças e outros documentos a uma rede de blockchain poderia economizar 5,5 bilhões de dirham (£ 1,1 bilhão) por ano apenas no processamento de documentos. Também poderia reduzir as emissões de CO2 em até 114 MTons devido a reduções de viagens e redistribuir até 25,1 milhões de horas de produtividade econômica.

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