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Programa dedica R$ 18 mi para aproximação de startups, empresas e universidades

Guilherme Borini

02/07/2018 às 13h22

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Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e a Softex lançaram na última sexta-feira (29/06) o programa TechD, que dedicará um fundo de investimento de R$ 18 milhões para promover a aproximação de startups com empresas brasileiras, centros de P&DI e universidades. A Softex será responsável por administrar os recursos que são não reembolsáveis. O programa tem foco em projetos inovadores que ofereçam soluções a quatro linhas temáticas: Internet das Coisas (IoT, na sigla em inglês), SaúdeEnergia e Mobilidade.

A iniciativa se propõe a resolver algumas lacunas no ambiente de inovação brasileiro: os atores requisitados para evoluir a inovação pouco se conversam. A ideia do programa é ouvir, então, as “dores" ou problemas da indústria e, a partir daí, aproximar startups e a academia para - os três juntos - conseguirem chegar a soluções mais efetivas, ágeis e escaláveis. 

Em entrevista à Computerworld Brasil, Diônes Lima, vice-presidente da Softex, explica que o programa foi organizado pensando nas queixas frequentes que a associação, além de parceiros, expunham. ”É um programa adaptado a necessidade do empreendedor para atender uma demanda da indústria e 'sugar' o conhecimento da academia”, resume.

Como funcionará

O TechD contará com parcerias estratégicas da Sociedade Brasileira de Computação (SBC), da Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). A primeira rodada de recursos destinará R$ 13 milhões para investimentos em bolsas para startups ou pesquisadores. Por parte da Softex, R$ 500 mil serão investidos em cada projeto, havendo a possibilidade do investimento ampliar dado o modelo que o programa propõe - de as empresas que demandam a tecnologia também se tornarem investidoras. Neste caso, a contrapartida as startups se dará caso a caso. Em uma segunda rodada, serão aportados mais R$ 6 milhões pela Softex.

A meta inicial do TechD é atender 30 projetos ou startups. O programa já passou por uma fase inicial de credenciar instituições de desenvolvimento tecnológico, como incubadoras e centros de pesquisa. Ao todo, 29 instituições aceitaram participar do TechD. Agora, a iniciativa se encontra em uma segunda etapa que é o de selecionar as empresas que vão absorver e, de certa forma, acelerar os projetos das startups. Empresas interessadas, inclusive, já podem recorrer ao edital do TechD para se inscreverem por meio deste link.

Em um terceiro momento, as startups ou projetos de pesquisa serão selecionados. Segundo Diônes Lima, da Softex, a ideia é que as startups possam se beneficiar do conhecimento técnico das universidades e da visão de negócios das companhias já consolidadas para pensar em soluções que, ao mesmo tempo sejam pontuais para uma necessidade, mas que possam escalar globalmente. “Está previsto no edital que essas startups precisarão dedicar 30 dias em um mercado internacional para validar suas soluções também lá”, ressalta Lima.  

Propriedade intelectual

Tendo em vista que o Brasil ainda é um grande consumidor de tecnologia e engatinha para se tornar produtor e fornecedor de TI, a ideia é que o TechD, consequentemente, colabore com o desenvolvimento de produtos com maior valor agregado em software, hardware e serviços de tecnologia da informação. Lima conta que o programa está mais inclinado a impulsionar hardware do que software, tendo em vista que o Brasil carece de produção proprietária de TI. Isso porque custos poderiam ser drasticamente reduzidos caso as empresas também consumissem tecnologia local. 

Um dos efeitos colaterais esperados pelo programa diz respeito a geração de propriedade intelectual nas chamadas tecnologias emergentes - inteligência artificial, computação cognitiva, big data e analytics, cloud e cibersegurança são alguns dos exemplos.

“O apoio às atividades de PD&I que visem negócios inovadores alinhados às novas tendências tecnológicas permitirá construir uma competência nacional para o desenvolvimento de aplicações avançadas de software, hardware e serviços de TI, contribuindo para posicionar o Brasil como um dos protagonistas mundiais do setor, tornando o país menos dependente de tecnologias internacionais, produzindo serviços inovadores de maior valor agregado e altamente competitivos no mercado internacional”, explica Ruben Delgado, presidente da Softex.

Já a chamada para startups ou pesquisadores será iniciada no final de agosto,  segundo o edital do TechD.

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