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CEO da Intel deixa cargo por se relacionar com funcionária da empresa

Empresa possui uma política restrita que, na teoria, impede de funcionários se relacionarem

Da Redação

21/06/2018 às 13h25

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Intel anunciou que Brian Krzanich não é mais o presidente-executivo da companhia. O motivo de sua saída não se dá pelas recentes falhas de CPU conhecidas como Spectre e Meltdown, tampouco porque se descobriu que logo antes do escândalo de segurança estourar na imprensa, Krzanich vendeu parte de suas ações da Intel. 

Segundo a companhia, a demissão do executivo se dá porque "recentemente foi informada que o senhor Krzanich teve um relacionamento consensual com uma funcionária da Intel". A Intel possui uma política restrita que, na teoria, impede de funcionários se relacionarem. "Uma investigação interna e externa do conselho confirmou uma violação da política de não-confraternização da Intel, que se aplica a todos os gerentes", disse a companhia em comunicado. 

A companhia ainda informa que a resignação de Krzanich foi aprovada imediatamente pelo conselho para "mostrar que todos os funcionários devem respeitar os valores da Intel". A Intel diz que está no processo de buscar um novo presidente, entre candidatos internos e externos e, enquanto isso, o posto de CEO será ocupado de forma interina pelo diretor financeiro, Robert Swan, que está na empresa desde outubro de 2016.

“O conselho acredita firmemente na estratégia da Intel e nós estamos confiante na habilidade de Bob Swan de liderar a companhia conforme conduzimos uma robusta busca pelo nosso próximo CEO”, afirmou Andy Bryant, presidente do conselho da Intel, em nota.

Krzanich era funcionário antigo da Intel, tendo ingressado na companhia em 1982 como engenheiro. Ele assumiu a posição máxima da empresa em maio de 2013. 

A CNBC reporta que o relacionamento que motivou a saída de Krzanich aconteceu há algum tempo, mas que a companhia soube do fato somente agora. Sua esposa, Brandee Krzanich, com quem tem dois filhos, trabalha atualmente em uma firma imobiliária, mas, entre 1996 e 1998, ela passou pela Intel assim que se formou como engenheira química na Universidade do Texas. Na manhã desta quinta-feira (21), a biografia de Brian já não constava mais no site da Intel. 

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