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Era IoT: uma produção de dados nunca vista

Guilherme Borini

19/06/2018 às 8h39

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Construir uma estratégia baseada em dados depende de uma série de mudanças dentro das organizações. Afinal, a área de TI não é a única a se transformar; todo o negócio precisa estar preparado. Uma tendência cada vez mais concreta e que impulsiona essa necessidade é a internet das coisas (IoT). A IDC diz que o investimento em dispositivos conectados e inteligentes chegará a U$S 722 bilhões até o final de 2018.

Com objetos conectados, o potencial para gerar e gerir dados é muito maior do que tudo que já vimos. Para ter uma ideia do que será esse ponto de ruptura, basta olhar para a transformação do mundo após a criação de um único dispositivo conectado, o smartphone. Com ele, os seres humanos passaram a produzir dez vezes mais informações do que faziam com aparelhos analógicos, por conta do uso das redes sociais e dos aplicativos de comunicação instantânea, por exemplo.

Ao aplicar o conceito de dispositivos inteligentes em âmbitos muito maiores, como o de indústrias, a produção de dados pode ser até 100 vezes maior (ou até mais) do que o existente hoje. Tudo porque uma diversidade de sistemas, ferramentas e objetos passam, também, a produzir e armazenar informações. Alguns mercados investirão mais do que outros, neste momento, de acordo com a IDC. A expectativa é que as indústrias de manufatura (R$ 189 bilhões), transporte (R$ 85 bilhões) e utilities (R$ 73 bilhões) sejam as que mais gastem com IoT em 2018.

Nesse cenário, começa a ganhar força conceitos que representam a descentralização da TI, como edge computing (que distribui o armazenamento e o processamento de dados) e fog computing (computação de névoa, em tradução livre, que permite o processamento e a análise de dados para a tomada de decisões antes mesmo da transmissão). No passado, controlar e gerir os processos era uma tarefa mais simples, que justificava os esforços centralizados. No mundo IoT, porém, é preciso facilitar a tomada de decisões em toda a organização, colocando a estratégia de dados em prática.

Mas atenção: não adianta aderir a novas soluções apenas para seguir o fluxo do mercado. É importante analisar o que será, verdadeiramente, interessante para a empresa e quais são as facilidades provenientes da internet das coisas. É válido lembrar que, por um lado, a tecnologia habilita; por outro, apresenta desafios, que sempre acompanharão a evolução.

*Marcelo Sales é Diretor de Produtos e Soluções da Hitachi Vantara LATAM

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