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Bancos devem cortar até metade das vagas de tecnologia

"Se o seu emprego envolve uso intenso de um teclado, é menos provável que você venha a ter um futuro feliz", diz líder do grupo Barclays

Da Redação

18/06/2018 às 14h52

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O avanço de tecnologias de automação deve fazer com que bancos de investimento eliminem metade dos empregos da área de tecnologia e operações nos próximos cinco anos. É o que aponta o presidente do Citigrup e do grupo de clientes institucionais do banco, Jamie Forese.

Em matéria publicada pelo jornal britânico Financial Times, Forese disse que os postos de trabalho operacionais, que respondem por cerca de 40% dos empregos na área de investimento do Citi, eram os “mais férteis para processamento por máquina”. “Temos 20 mil empregos operacionais. Nos próximos cinco anos, será que poderemos reduzi-los a 10 mil?”, acrescentou.

A previsão do executivo vai ao encontro da declaração de John Cryan, presidente-executivo do Deutsche Bank, que disse que até metade da força de trabalho do banco alemão seria substituída por tecnologia.

E também de Tim Throsby, que comanda o banco de investimento do grupo Barclays. Para ele, o futuro terá um número menor de empregados, ganhando melhores salários, enquanto máquinas devem assumir tarefas de menor valor. "Se o seu emprego envolve uso intenso de um teclado, é menos provável que você venha a ter um futuro feliz", apontou.

Richard Gnodde, líder do Goldman Sachs International, disse que diversas funções hoje já foram substituídas pela tecnologia. "Não vejo por que essa jornada se encerraria em breve."

Se a tendência dos executivos se confirmarem, as perdas de empregos poderão ser ainda maiores do que a sofrida entre 2007 e 2017, quando quase 60 mil postos de trabalho foram eliminados em oito dos dez maiores bancos de investimento do planeta, de acordo com pesquisas do Financial Times.

Mais otimista

Mas há um lado mais otimista. Samir Assaf, presidente de mercados e operações bancárias mundiais do HSBC, acredita que não há mais muito que avançar na substituição de trabalhadores por tecnologia. “Chegamos a um ponto, da perspectiva de administração de riscos, [no qual não há como cortar muito mais]. Creio que, nos próximos cinco anos, teremos mais 5% a 10% de pessoal a cortar.”

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