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Mulheres ganham 30% menos do que homens no setor de TI

Guilherme Borini

15/06/2018 às 15h57

mulher na TI
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A remuneração média mensal de mulheres no setor de Tecnologia da Informação (TI) é 30,4% menor que a de homens (R$ 4,3 mil frente a R$ 6,1 mil).

É o que aponta estudo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), com informações colhidas na Relação Anual de Informações Sociais – RAIS, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTb). Segundo a RAIS, em 31 de dezembro de 2016, o setor empregava 159.135 trabalhadores em São Paulo, sendo 54.136 (34%) mulheres e 104.999 (66%) homens.

Os números do levantamento mostram que os profissionais de TI no estado de São Paulo são altamente escolarizados, muito acima das médias vigorantes no mercado de trabalho brasileiro. Em dezembro de 2016, mais da metade das trabalhadoras (59,1%) tinha ensino superior completo, 9,4% estavam fazendo um curso universitário ou haviam ingressado e depois abandonado, e um quarto (25,5%) havia concluído o ensino médio. Agregando-se esses percentuais, tem-se que 60,2% das mulheres do setor haviam completado o ensino superior ou mais (mestrado e doutorado) e 95,1% tinham o ensino médio completo ou mais.

Desigualdade salarial de gênero segundo a escolaridade

A remuneração cresce no setor de TI à medida que o profissional alcança faixas superiores de escolaridade, tanto para homens como para mulheres. Em todas as faixas de escolaridade, no entanto, as trabalhadoras ganham menos do que os homens.

“Pode-se apontar, no setor de TI paulista, uma tendência ao crescimento da desigualdade entre a remuneração da mulher e do homem a partir do momento em que ambos concluem a graduação, repetindo-se com maior intensidade quando da conclusão do mestrado e mais ainda quando da obtenção do doutorado”, explica Marco Antonio Pereira, economista do Dieese.

Faixa etária e sua relação com o mercado de trabalho

Os profissionais de TI entre 18 e 39 anos representam três quartos das mulheres (76,5%) e dos homens (77,0%). Entre 40 e 49 anos, situam-se pouco menos de 15% dos trabalhadores. Pouco mais de 8% têm 50 anos ou mais.

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