Home  >  Inovação

Navegadores da Microsoft reagem e ganham usuários

Guilherme Borini

04/05/2018 às 17h32

laptop
Foto:

Os navegadores da Microsoft registraram pequenos ganhos em termos de usuários em três dos últimos cinco meses, interrompendo o que parecia uma espiral da morte no final do ano passado. No entanto, menos da metade do crescimento de 0,5 ponto percentual registrado desde novembro veio do Edge, o navegador oficial do Windows 10 e principal aposta da gigante de Redmond para o futuro próximo.

Segundo dados publicados nesta semana pela empresa de pesquisas Net Applications, o Microsoft Edge e o Internet Explorer combinados responderam por 16,8% do mercado de navegadores em abril. O ganho de 0,1 ponto percentual em relação a março ficou próximo da média registrada pelos browsers nos últimos cinco meses.

Esses resultados mais promissores dos navegadores da Microsoft contrastam com previsões anteriores baseadas nos números da Net Applications. A razão para a mudança: a empresa de pesquisas voltou a analisar seus dados, desta vez para fevereiro, e revisou seus números após se livrar de tráfego gerado por bots.

Como já tinha feito em novembro do ano passado, a Net Applications limpou seus números desse tráfego de bots porque ele distorce os resultados. Essas ferramentas baseadas em softwares costumam ser implementadas por criminosos e golpistas, que programam os scripts automatizados dos bots para imitar o comportamento humano on-line, geralmente com objetivos de fraudes relacionadas a cliques em anúncios.

“Os bots podem causar uma distorção significativa dos dados”, afirmou a Nert Applications no ano passado. “Já vimos situações em que o tráfego de determinados países grandes é quase que completamente tráfego de bots. Em outros países, os fraudadores de anúncios geram tráfego que engana determinadas tecnologias para gerar cliques de alto valor. Ou favorecem de forma significativa uma plataforma ou navegador em particular.”

Os dados revisados da Net Applications colocam os navegadores em uma posição um pouco melhor, com aumentos no Edge e no IE desde a “limpeza” em novembro. No entanto, há poucos indicativos de que os browsers realmente ampliaram as suas respectivas bases de usuários, uma vez que o Edge e o IE registraram ganhos. Como um navegador de segunda classe, desde que foi relegado para cumprir um papel de legado, é muito improvável que o IE ganhe mais usuários.

Por fim, vale notar que o Edge foi responsável por pouco menos da metade (48%) deste aumento registrado entre novembro e abril; o IE respondeu pelos 52% restantes.

Firefox em baixa

Já o Firefox não se beneficiou da “limpeza” mais recente da Net Applications, uma vez que voltou a encolher em abril, quando perdeu 0,4 ponto percentual para encerrar o mês com 10,2%. E isso foi depois de uma queda de 0,6 ponto percentual em março.

Desde o lançamento da versão redesenhada do Firefox, chamada de Quantum, a Mozilla vem registrando resultados negativos. No total, o browser registrou uma queda de 1,3 ponto percentual nos últimos cinco meses, segundo a empresa de pesquisas. Caso mantenha essa tendência, o Firefox ficará abaixo dos 10% em maio e dos 9% em setembro.

Inteligencia artificial

Chrome e Safari

Enquanto isso, as fatias de usuários do Chrome e do Safari caíram e aumentaram, respectivamente, no mês passado. O navegador do Google perdeu quase 0,1 ponto percentual, descendo para 61,7%, enquanto que o browser da Apple registrou um ligeiro aumento (de quase 0,05 ponto percentual) para encerrar o mês com 4% redondo.

No entanto, o Safari continua perdendo terreno onde mais importa: nos sistemas Mac, da Apple. Assim como a Microsoft, a Apple vem sofrendo com o Chrome, à medida que mais donos de Macs vem trocando o navegador da empresa (Safari) por uma opção alternativa (que quase sempre consiste no Chrome) – no mês passado, o Safari foi o navegador principal em apenas 43% de todos os Macs.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *