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Não é o momento de ter ofertas de dados ilimitados no Brasil, acredita COO da TIM

Para executivo, que falou em coletiva de imprensa para anunciar a inclusão de uso de redes sociais sem desconto na franquia, mercado não está maduro para esse tipo de estratégia

Déborah Oliveira

03/05/2018 às 15h27

TIM
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O brasileiro consome 89% do seu tempo usando aplicativos em dispositivos móveis, sendo 51% em 30 principais apps, revelou estudo da comScore. Os impressionantes números fazem com que o Brasil seja um dos maiores usuários de internet móvel na América Latina e ainda do mundo. Apesar disso, ainda não é o momento de ter oferta de dados ilimitados no Brasil. A opinião é do diretor de operações (COO) da TIM, Pietro Labriola. “Ainda é muito cedo para o Brasil ter planos verdadeiramente ilimitados”, afirmou.
O executivo relatou que fora do Brasil algumas operadoras já fazem esse tipo de oferta, mas sem verdadeiramente entregar esse benefício, que tem uma data do mês para acabar. Para ele, são muitos os desafios para esse tipo de oferta, como regulamentação, franquia de dados, qualidade de frequência, densidade da população e cobertura geográfica. 
No Brasil, algumas teles movimentam-se para sair à frente com a oferta ilimitada. Esse é o caso da Algar Telecom, operadora móvel com presença em 188 cidades de Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas e São Paulo, que anunciou em abril um plano pós-pago com dados ilimitados. Os dados ilimitados valem dentro da área de abrangência da operadora. Em outras localidades do Brasil, ou seja, quando o cliente estiver em roaming, é imposto um limite de 10 GB por mês.
A observação sobre a internet ilimitada aconteceu durante coletiva de imprensa para anunciar que a TIM ampliou o uso de rede sociais sem desconto na franquia de dados. Agora, clientes da operadora terão acesso ilimitado ao Facebook, Instagram, Twitter, Facebook Messenger, WhatsApp, Waze e Easy Táxi sem consumir dados do plano. Para o WhatsApp, que até então era o único aplicativo a ter o benefício, a operadora informou a inclusão de ligações sem que se desconte dados da fatura.  
Segundo a empresa, as mudanças são automáticas para os usuários TIM Black e Controle a partir de hoje (3/5) e para os usuários TIM Pré a partir de 15/5. Para o caso do TIM Black, há uma oferta para plataformas de vídeo, com o dobro da internet para assistir a conteúdos do YouTube, Netflix, Looke, Cartoon Netowork Já! e Esporte Interativo Plus nos dispositivos móveis.
De acordo com o diretor de operações da TIM, Pietro Labriola, a atualização do portfólio faz todo o sentido. Labriola afirma que o foco da mudança é na experiência do cliente, mas, naturalmente, o a oferta de chamadas ilimitadas de voz pelos apps ajudará a TIM a reduzir custos com a tarifa de interconexão (VUM), que acontece quando um usuário liga para outras operadoras.
Brasil estratégico
Labriola fez questão de dizer que o Brasil é estratégico para os negócios da TIM e que a empresa tem compromisso de longo prazo com o País. “O Brasil é elemento-chave da estratégia. Nos últimos três anos, todas as vezes que os executivos do grupo falavam sobre o Brasil citaram essa palavra”, reforçou.
Ele apontou que números mostram que a operação brasileira ganha cada vez mais importância e o mercado enxerga essa evolução. “Tanto que em 2015 nossa ação valida R$ 7, agora vale R$ 15”, ressaltou. “Não somos gênios, somos executivos com pragmatismo, com regras para atuar no setor. Fazemos leitura do mercado, investimos em infraestrutura, ofertas e comunicação e marca”, completou.