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Mais de 30 empresas de tecnologia se unem em acordo de segurança cibernética

Iniciativa inclui companhias como Cisco, Dell, Facebook, HP, Microsoft e SAP

Da Redação

17/04/2018 às 17h09

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A RSA Conference, realizada nesta semana em San Francisco (EUA) foi palco da assinatura do Acordo Tecnológico de Segurança Cibernética, que inclui a participação de 34 empresas globais de tecnologia para promover a segurança on-line em todo o mundo.

Os participantes do acordo são: ABB, Arm, Avast, Bitdefender, BT, CA Technologies, Cisco, Cloudflare, DataStax, Dell, DocuSign, Facebook, Fastly, FireEye, F-Secure, GitHub, Guardtime, HPE, HP Inc., Intti, Juniper, LinkedIn, Microsoft, Nielsen, Nokia, Oracle, RSA, SAP, Stripe, Symantec, Telefonica, Tenable, Trend Micro e VMware.

Brad Smith, presidente e Chief Legal Officer da Microsoft, afirma que a iniciativa é um passo importante que já conta com amplo apoio de muitos dos líderes do setor de tecnologia e empresas de segurança cibernética. "E nas próximas semanas e meses, estamos confiantes de que esses números vão crescer ainda mais", projeta.

O executivo diz também que o sucesso desta aliança não é apenas assinar um compromisso, mas sim sobre a execução. "Por isso que hoje é apenas um passo inicial, e amanhã começaremos o importante trabalho de aumentar nossa aliança e tomar ações efetivas juntos."

Smith explica que o acordo estabelece quatro princípios:

O primeiro é proteger todos os usuários e clientes em todos os lugares, sejam indivíduos, organizações ou governos, independentemente do conhecimento técnico, cultura, localização ou os motivos do invasor, sejam eles criminais ou geopolíticos. "Como indústria, prometemos hoje que projetaremos, desenvolveremos e forneceremos produtos e serviços que priorizem segurança, privacidade, integridade e confiabilidade e, por sua vez, reduzam a probabilidade, a frequência, a exploração e a gravidade das vulnerabilidades. Isso inclui proteções mais fortes de instituições e processos democráticos em todo o mundo."

O segundo princípio é que as empresas vão se opor aos ataques cibernéticos contra cidadãos e empresas inocentes de qualquer lugar. "Como afirmamos no Acordo Tecnológico, protegeremos contra adulteração e exploração de produtos e serviços de tecnologia durante seu desenvolvimento, projeto, distribuição e uso. Não ajudaremos os governos a lançar ataques cibernéticos contra cidadãos e empresas inocentes."

Em terceiro lugar, as empresas prometem capacitar usuários, clientes e desenvolvedores a fortalecer a proteção da segurança cibernética. "Uma das conclusões que surgiram no ano passado é, não surpreendentemente, que, em qualquer cenário de segurança, você é tão forte quanto o elo mais fraco. Proteger a rede mundial de computadores exige que todos nós reconheçamos a necessidade de aumentar a capacidade e a resiliência das redes de computadores do mundo. Faremos isso fornecendo aos nossos usuários, clientes e ao ecossistema mais amplo do desenvolvedor mais informações e melhores ferramentas que permitam compreender as ameaças atuais e futuras, e proteger-se contra elas."

E, por último, as organizações dizem que farão parcerias umas com as outras e com grupos afins para melhorar a segurança cibernética. "Trabalharemos uns com os outros para estabelecer parcerias formais e informais com pesquisadores da indústria, da sociedade civil e de segurança, em tecnologias proprietárias e de código aberto para melhorar a colaboração técnica, divulgação de vulnerabilidades e compartilhamento de ameaças, bem como minimizar os níveis de códigos maliciosos sendo introduzidos no ciberespaço. Além disso, incentivaremos o compartilhamento global de informações e os esforços civis para identificação, prevenção, detecção, resposta e recuperação de ataques cibernéticos e garantir respostas flexíveis à segurança do ecossistema de tecnologia global em geral", finaliza Smith.

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