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5 respostas que recrutadores estão cansados de ouvir em entrevistas de emprego

Page Talent analisa argumentos que devem ser evitados por candidatos

Da Redação

14/04/2018 às 9h37

entrevista de emprego
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"Definitivamente não existem respostas mágicas e fórmulas prontas para conseguir o primeiro emprego", destaca Juliana França, coordenadora de projetos da Page Talent, consultoria especializada no recrutamento de estagiários e trainees.

Mas deixar de lado respostas vazias - e comuns - é uma excelente estratégia para entrevistas. Juliana lista cinco delas que devem ser evitadas por jovens candidatos, mas que também servem como dicas para profissionais mais experientes.

1. Meu maior defeito é ser (muito) perfeccionista

“É possível que todas as pessoas já tenham pensado nessa resposta alguma vez na vida, mas sabemos que esse jamais será o maior defeito – ou melhor – ponto de aprendizado de uma pessoa. A própria ideia de relatar um defeito está perdendo relevância. As grandes companhias querem saber o nível de informação, cultura, engajamento, senso crítico e potencial de liderança dos jovens. Perfeccionismo é algo muito distante dos primeiros anos de vida profissional. Ao ser perguntado sobre as suas dificuldades, o jovem deve responder de modo claro e verdadeiro e explicar o porquê de cada aspecto. É fundamental demonstrar autoconhecimento e vocação para reflexão e aprendizado”, comenta.

2. Eu sou (muito) proativo

“Isso é ótimo, mas a questão aqui é: como ilustrar essa virtude? Melhor do que apenas falar, é fundamental na verdade que o jovem saiba dar exemplos reais de seu nível de proatividade, paixão ou interesse pela área escolhida e pela empresa na qual está sendo avaliado. É preciso demonstrar para os recrutadores o que é ser proativo na visão do jovem que evidenciou essa qualidade. Proatividade é uma qualidade muito aberta. Proativo especificamente em que? Falar com pessoas? Estudar sistemas? Analisar dados? Convencer colegas? É preciso ir além da obviedade contida no termo”, explica.

3. Eu não sei...

“O jovem não precisa ter medo de pedir um tempo para pensar. Uma entrevista de emprego não é game de YouTube ou programa de televisão. É importante se empenhar em compreender as perguntas e elaborar minimamente as respostas. Falar simplesmente eu não sei é péssimo. Por mais que haja nervosismo envolvido, não é saudável ser tão breve, e demonstrar incapacidade de improvisar ou de simplesmente olhar a pergunta por outro aspecto. Tentar é muito melhor do que desistir. Grandes empresas não fazem pegadinhas e perguntas sem propósito, pois investem dinheiro e tempo para criar avaliações consistentes sobre os futuros contratados. Portanto, é fundamental que o jovem compreenda o valor de sua presença naquele momento”, diz.

4. Sou muito ansioso

“A gente brinca que no mundo de hoje, anormal seria se alguém dissesse não ter nenhum grau ou experiência de ansiedade. Isso é óbvio. Porém, é chato quando o recrutador tenta compreender algum ponto de melhoria do jovem candidato e ele se limita a dizer que é ansioso. Não é legal. O correto é explicar o que lhe causa ansiedade: relatório, falar ao telefone, se apresentar em público, enfim, é preciso de generosidade para se apresentar de modo mais completo e profissional. Todos nós somos ansiosos, o mais importante é trabalharmos os motivos”, confirma.

5. Não tive tempo de olhar

“Essa é uma resposta banal e indesculpável. É claro, o jovem candidato não precisa passar a noite em claro em um processo seletivo para decorar dados etc. Não, não é o ponto. Porém, simplesmente dizer que não teve tempo de buscar alguma informação, é realmente indesejado. É importante se dedicar a compreender a empresa e o setor para o qual irá trabalhar. Não há problema algum em dizer que buscou algo, mas não conseguiu encontrar, é até uma oportunidade para tirar dúvida. O duro é demonstrar pouca disposição, tédio ou o pior de todos, falta de cultura geral sobre o tema em questão”, finaliza Juliana França.