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A necessidade de uma estratégia para a indústria 4.0

Guilherme Borini

13/04/2018 às 7h25

allyson faria
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A estratégia digital da empresa começa na própria cultura corporativa. Hoje, estamos saindo de um processo produtivo automatizado e começando a repensar se vale a pena investir em tecnologias que permitem acompanhar a mudança de sistemas industriais de produção. Se os colaboradores entenderem a importância da mudança de direção rumo ao conceito de fábrica inteligente, conseguirão determinar o sucesso da estratégia digital.

Os jovens (geração Y) gostam de novidades, são ágeis e estão em constante mutação, e as fábricas voltarão a ter um ambiente mais dinâmico e desafiador, que inclui processos de fabricação e de design virtual, plantas globais, tecnologias atuais, bem como espaço para acomodar mudanças futuras. Percebo um grande interesse dessa geração em entender a união entre informação, tecnologia, eletrônica, hardware e software.

A proposta da estratégia digital consiste na criação de um mapa, também digital, para garantir que os processos corretos estejam em andamento. Imagine só desenvolver um produto virtualmente, criar um gêmeo digital para poder simulá-lo e testá-lo até a exaustão sem a necessidade de um protótipo físico. Estamos falando de redução de custos, tempo de produção e aliando uma estratégia adaptação de produtos ditada pela demanda do mercado.

Existe uma startup Norte Americana chamada Zipline que tem obtido sucesso em uma área em que a estratégia de digitalização passaria longe. Eles operam um sistema de distribuição de drones para enviar necessidades médicas urgentes como bolsas de sangue, vacinas e medicamentos – geralmente em regiões pouco habitadas ou longe de centros urbanos, como a África Subsaariana.

Dentro do conceito proposto, é possível usar informações coletadas durante a vida útil de um produto, processo de produção ou sistema para melhorar as simulações futuras de engenharia de previsão, dados de teste de desempenho e insight de análise. Essa percepção da análise de desempenho do produto e da produção também pode ser usada para transformar a manutenção sendo também uma análise preditiva baseada na condição.

Um dos principais objetivos de qualquer empresa que deseja entrar na era da fábrica inteligente é conectar todas as suas operações importantes para poder prever o desempenho antes de começar a fase de testes e analisar, prever e controlar parâmetros-chave. Indústrias que buscam implementar um "gêmeo digital" podem permitir a fabricação flexível, reduzir o tempo de comercialização e o custo, melhorar a qualidade e aumentar a produtividade em todos os níveis de uma organização empresarial. A rastreabilidade é uma parte essencial do modelo de inteligência de fabricação da indústria, assim como o lado de qualidade e desempenho do produto, para garantir que tanto eles quanto os processos permaneçam seguros.

O mundo da manufatura continua a evoluir à medida que se torna cada vez mais global e digital. Empresas que optam por seguir com uma estratégia digital têm maior chance de prosperar e não serem sucumbidas por novos entrantes em um mercado competitivo e de grandes revoluções. Sendo assim, insisto que é importante desenhar uma estratégia digital voltada para a Indústria 4.0, pois o mundo mudou, evoluímos de um cenário onde tudo era produzido massivamente para todos, agora com estas novas soluções temos espaço para individualizar produtos de acordo com a necessidade de cada um, sem comprometer a produção em larga escala. E é importante lembrar que vivemos uma era onde empresas novas surgem, já dentro do conceito de Indústria 4.0, e que podem abalar corporações que veem trabalhando da mesma forma há anos.

*Allyson Faria é diretor de marketing da Siemens PLM Software

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