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InsurTechs recebem mais de US$ 9 bilhões em investimentos nos últimos sete anos

Somente em 2016, valor chegou a US$ 2,7 bilhões e expectativa é de que tendência continue

Da Redação

05/04/2018 às 9h37

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A everis publicou o relatório InsurTech Outlook 2017, que analisa o panorama atual das InsurTechs, startups do segmento de seguros, e sua evolução nos últimos anos, bem como o papel das seguradoras, investidores e gigantes tecnológicos neste setor, ilustrando as tendências que estão redefinindo o mercado de seguros.

Como conclusão, o levantamento indicou que o mercado está mudando o modelo tradicional de negócios de seguros, com foco no cliente e criando uma gama completa de competências digitais. Neste contexto, a tendência indica que as startups estão desempenhando um papel fundamental no desenvolvimento de soluções que respondam às necessidades do setor. Assim, desde 2010, o investimento total nas InsurTechs acumula mais de US$ 9,2 bilhões. Somente em 2016, esse valor chegou a US$ 2,7 bilhões e espera-se que essa tendência continue.

Além do aspecto quantitativo, também deve ser observado que o aumento do investimento nas últimas etapas dos fundos de financiamento revela que há maior interesse em modelos de negócios mais consolidados.

AI e IoT

A partir de 2014, o setor apresentou um crescimento exponencial em startups com foco em soluções para IoT e inteligência artificial e, ao mesmo tempo, o investimento também se voltou para esse tipo de tecnologia, superando, inclusive, os valores direcionados a big data ou a plataformas sociais.

Em 2016, as ofertas de negócios de companhias de seguros de saúde, automóveis e vida direcionaram seus investimentos principalmente em IoT ou Inteligência Artificial, o que indica o interesse em enriquecer os perfis de comportamento do cliente e melhorar os modelos preditivos. Por outro lado, a linha de negócios doméstica continuou apostando em investimentos em startups baseadas em plataformas sociais, big data e tecnologias backend, o que poderia indicar uma busca de níveis mais altos de eficiência em políticas de preços e avaliações de riscos.

O papel do Google, Apple, Facebook, Amazon e Alibaba

Quanto aos gigantes tecnológicos, se no ano passado sua participação no mundo dos seguros estava prevista, hoje sua presença é mais do que clara. Google, Apple, Facebook, Amazon e Alibaba e os grandes players do setor de seguros estão atuando em parceria com startups disruptivas para transformar a cadeia de valor em todas as linhas de negócios.

No entanto, as GAFAAs, como são conhecidas, (abreviaturas das empresas Google, Apple, Facebook, Amazon e Alibaba) têm uma clara vantagem devido à sua capacidade de coleta e processamento, sua proximidade com os clientes, bem como suas apostas tecnológicas. Tudo isso lhes permite criar soluções nas linhas de saúde, residência, automotiva e, até mesmo, em cibersegurança.

Assim, o Google está fortalecendo sua capacidade nas indústrias automotiva e doméstica; a Apple está capitalizando seu ecossistema de dispositivos para centralizar dados e expandir-se para empresas de saúde, automóveis e casas conectadas; o Facebook está se tornando um canal de distribuição para seguradoras por meio do fornecimento de informações sobre consumidores; a Amazon, por sua vez, está trabalhando na coleta de dados por meio de dispositivos inteligentes nas residências; e o Alibaba tornou-se a primeira plataforma de vendas de seguros on-line do mundo, ao participar do lançamento da seguradora Zhong An e colaborar com outros líderes do mercado.

Desafios

Nas palavras de Roberto Ciccone, sócio responsável pela área de Seguros da everis Americas, “o papel do ecossistema da InsurTech no setor é indiscutível. Os dados indicam que ele continua a atrair fundos de investidores e os principais atores confiam no conhecimento tecnológico de startups para criar modelos de negócios e produtos de seguros personalizados para seus clientes. Estamos em um momento em que as seguradoras devem dar um passo à frente para se manterem competitivas e tomar medidas destinadas a ser organizações híbridas abertas à inovação”.

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