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Desafios dos provedores de serviços de comunicação com a transformação digital

Guilherme Borini

29/03/2018 às 12h27

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Segundo a McKinsey & Company, ao ponderar o que "digital" realmente quer dizer; para alguns executivos, significa tecnologia; para outros, o digital é uma nova maneira de se envolver com os clientes; e ainda, para outros, representa uma maneira inteiramente nova de fazer negócios. Para que qualquer abordagem de "transformação digital" seja bem-sucedida, os principais interessados devem ter a clara e a comum compreensão sobre o que exatamente significa o mundo digital e o que isso significa para seus negócios.

O mundo empresarial virou de cabeça para baixo com a transformação digital, principalmente nas empresas do segmento de BSS – Sistema de Suporte aos Negócios. Novas modalidades de negócios, oportunidades de receita revolucionárias, diferentes formatos de enlaces e parcerias – tudo isso está vindo à tona com a transformação digital. As organizações estão buscando maior eficiência operacional, agilidade, mobilidade e flexibilidade - requisitos prometidos àquelas que seguem rumo ao digital.

Ofertar ao consumidor final diferentes possibilidades de serviços de comunicação/telecom e formas de pagamento - se tornou um diferencial competitivo, levando grande vantagem em relação ao modelo tradicional de comércio. Os provedores de serviços de comunicação já perceberem os inúmeros benefícios da revolução digital. Para a maioria dos CSPs ou Communication Services Providers, a geração de novas oportunidades de receita e o lançamento de produtos ao mercado precisam passar por uma revisão completa, tornando-os mais dinâmicos e menos arriscados às empresas do setor.

Muitos analistas e fontes da indústria concordam com vários benefícios prometidos pelos negócios digitais, tais como: menor custo operacional; oportunidade de geração de modelos de negócios flexíveis; a incorporação de análise de ponta a ponta para estimular a automatização; impulsionar a orquestração e automação; e promover maior agilidade nos negócios – tudo isso com a promessa de desbancar os processos e sistemas manuais complexos e cada vez mais incapazes de atender às necessidades atuais de consumidores e das empresas prestadoras de serviços.

Muitas operadoras estão fazendo um esforço agressivo para migrar suas soluções para tecnologia convergente, em que a cobrança por múltiplos serviços está sendo realizada por meio de uma única plataforma e interface, permitindo o agrupamento adequado de serviços em oposição às ofertas atuais do mercado, totalmente separadas. No entanto, na prática nem tudo está sendo feito quando se trata da consolidação ou das eficiências que poderiam ser alcançadas pelos provedores de serviços em um contexto de negócio digital. Mesmo para os padrões atuais, fazer distinções, separações ou segmentações entre o carregamento on-line e off-line e o chamado domínio do faturamento, com muitas funções replicadas - vai na contramão do futuro e da inovação.

Quando se trata da monetização de produtos e serviços, é essencial alcançar as eficiências e agilidade necessárias para competir e vencer no ecossistema digital. Para ser possível prosperar nesse ambiente, é importante contar com uma plataforma que traga recursos de cobrança e pagamento integrados, que não sejam redundantes e extraia o melhor das tecnologias, permitindo às empresas digitais modernas de prosperar.

Com o advento das redes 5G, espera-se que os provedores de serviços consigam lançar, de forma eficiente, econômica e ágil, novos serviços ao mercado. Assim, seria possível alavancar suas próprias redes e promover ofertas de produtos de parceiros, compondo uma nova modalidade de negócio alinhada com a inovação técnica e comercial.

Para atender a um ecossistema tão diversificado, os provedores de serviços de comunicação ou telecom terão que aproveitar intensamente a orquestração automatizada e orientada por software para criar redes lógicas voltadas aos negócios. Mas tudo isso precisa estar alinhado ao sistema de cobrança, no qual o usuário pagaria pelo acesso ou pelo uso dos serviços fornecidos.

O 5G e a distribuição esperada de recursos aos consumidores seguem rapidamente para as mudanças; mas vejo que os sistemas legados de gerenciamento de receita ainda não estarão preparados para atender a essa nova cultura. No curto prazo, será fundamental poder contar com recursos convergentes e eliminar as funções redundantes e retidas nos diversos tipos de redes, serviços e clientes. Ainda, esses recursos convergentes precisarão de um guia de gerenciamento centralizado e simplificado, tanto para os serviços oferecidos como para a sua monetização.

As modernas tecnologias de cobrança por esses serviços precisam ser ativadas por meio de um software flexível, a fim de oferecer a velocidade necessária à empresa prestadora de serviços. O uso de arquiteturas de software baseadas em microserviços modulares será uma necessidade fundamental. Nesse sentido, já elas estão sendo testadas para as necessidades de uma rede 5G, suportando arquiteturas legadas e 5G em paralelo.

Para promover uma mudança de acordo com uma mentalidade digital será necessário implementar uma nova cultura no sistema de cobrança também. A possibilidade de cobrar em tempo real irá simplificar a forma como as ofertas são monetizadas. Com isso, será possível oferecer uma grande variedade de opções integradas de pagamento aos clientes e, a empresa, por outro lado, poderá contar com o nível desejado de controle de acesso em tempo real e promover autorização de serviço e, com isso, obter novas fontes de receita.

*Antônio Junior é vice-presidente de Vendas e Marketing da Openet

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