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Brasileiros estão convencidos dos benefícios de assistentes virtuais

Pesquisa da PwC mostra que povo brasileiro é o que mais deseja comprar assistentes virtuais

Da Redação

17/03/2018 às 15h25

amazon echo
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Os brasileiros são os que demonstram mais interesse em adquirir um dispositivo doméstico dotado de inteligência artificial (AI, na sigla em inglês) no futuro, como assistentes virtuais. É o que aponta pesquisa da PwC, realizada com consumidores de 27 países.

Entre os brasileiros entrevistados, 59% pretendem comprar um destes equipamentos e 14% afirmam já possuir algum que atenda por comando de voz. O Global Consumer Insights 2018 avaliou os hábitos e expectativas de consumo de mais de 22 mil pessoas no mundo, sendo um mil no Brasil.

Na média global, 32% dos entrevistados afirmam ter interesse em adquirir dispositivos com inteligência artificial, enquanto 10% declararam já possuir produtos semelhantes, como Amazon Echo ou Google Home. O segundo país que mais demonstrou interesse foi a China, onde 52% dos consumidores gostariam de adquirir aparelhos baseados em AI.

Ricardo Neves, sócio da PwC Brasil e líder de varejo e consumo, comenta que a inteligência artificial tem avançado com rapidez no setor de varejo e produtos de consumo. "Os consumidores estão mudando seus hábitos e não esperam mais pela próxima ida à loja física para adquirir um produto. Nos próximos dois ou três anos, a inteligência artificial revolucionará a forma como os consumidores planejam e realizam seus desejos de compras, e como as empresas analisam, segmentam e atendem a eles", destaca.

E-commerce e lojas físicas

O uso de dispositivos móveis para compras continua crescendo. O consumo via celulares mais que dobrou nos últimos seis anos chegando a 17% de todas as compras realizadas no mundo. As vendas nessa modalidade devem ultrapassar as realizadas por meio de computadores, que atualmente representam 20% do varejo global, ou seja, uma em cada cinco compras realizadas no mundo.

Dos consumidores entrevistados pela PwC, 59% fazem suas compras on-line, 41% aceitariam pagar mais para receber seus produtos mais rápido ou no mesmo dia, 44% pagariam pela entrega em um intervalo de tempo específico e 38% consideram ter seus produtos entregues por drones.

Apesar da presença predominante dos grandes varejistas online, ainda há espaço para as lojas físicas prosperarem. Pelo quarto ano consecutivo, o número de entrevistados que compram semanalmente em lojas físicas cresceu, chegando a 44% do total; e 50% dos entrevistados já utilizam o smartphone durante as compras na loja física. 

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