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3 desafios que tecnologias podem resolver para o setor público

Guilherme Borini

15/03/2018 às 10h48

ngaire woods
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O Fórum Econômico Mundial na América Latina reúne nesta semana mais de 750 líderes mundiais, de diversos setores, para troca de experiências e ideias para o futuro da região. Um dos objetivos é a interação entre o poder público e companhias, em busca de projetos para auxiliar necessidades da população.

O crescimento do mercado de cidades inteligentes, com a explosão de dispositivos de internet das coisas (IoT), comprova que as oportunidades para avanços são enormes. Ngaire Woods, reitora da Escola de Governo Blavatnik da Universidade de Oxford, no Reino Unido, cita três desafios do setor público que podem ser endereçados com o uso de tecnologia.

O primeiro deles é a integração entre governo e cidadãos. Ela destaca que ferramentas tecnológicas podem ser um elo para que políticos ouçam a população e diminuam o distanciamento tão frequente entre os dois lados. "Você também precisa do 'olho no olho'. Mas a mistura da relação pessoal e tecnologias traz a políticos a chance de estar mais em contato com os cidadãos", comenta.

O segundo "gap" apontado por Ngaire é na entrega de serviços público. "Os cidadãos querem melhor qualidade de educação, saúde e outros serviços. Os governos, por outro lado, falam em balancear e cortar custos. Como fechar essa conta? O uso de big data, por exemplo, pode ajudar a trazer uma atuação mais eficiente", comenta.

Mas esse uso de dados levanta outra questão: quem controla as informações? Essa é uma discussão que, para ela, precisa ser definida. "Quanto o governo pode controlar os gastos? Queremos que o governo faça o rastreamento de todos nossos movimentos? Pessoas nas democracias tendem não querer isso."

O terceiro desafio listado por Ngaire é o da desigualdade social, cada vez maior. Neste caso, novas tecnologias podem aumentar oportunidades para comunidades com baixa renda para poder equilibrar a renda das populações.

Diante do cenário de desafios e oportunidades, a especialista defende a reunião de líderes. "O Fórum Econômico Mundial começa as conversas entre setores público e privado. E a discussão se estende a acadêmicos, como eu, além de jornalistas, ONGs etc. A conferência ajuda grupos de pessoas a identificar problemas em comum para então trabalhar em conjunto para achar soluções", completa.

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