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Realidade virtual chegará às reportagens jornalísticas

Guilherme Borini

14/03/2018 às 12h03

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Colocar os leitores dentro de suas histórias e reportagens. Essa será a próxima aposta de jornalistas, que usarão realidade virtual (VR, na sigla em inglês) para esse fim. Nonny de la Peña, jornalista e mãe da realidade virtual, falou sobre essa possibilidade no SXSW. Ela, inclusive, criou uma empresa, a Emblematic, para levar o poder da imersão para matérias.

Na sua visão, os próximos anos serão cruciais para o crescimento de realidade virtual e experiências imersivas. Para ela, a popularização do 5G mudará as regras do jogo e fará com que as pessoas usem VR em seus smartphones, de forma rápida e realística.

“Fones de ouvido mais baratos e mais poderosos e o aumento da demanda por conteúdo totalmente imersivo, farão com que jornalistas em breve coloquem espectadores dentro de eventos de notícias 3D convincentes”, afirmou ela.

Poder da imersão

Nonny contou que o insight de sua empresa aconteceu logo depois que ela leu um livro sobre realidade virtual. Naquele momento, ela identificou uma oportunidade para juntar suas duas paixões: o jornalismo e a tecnologia. Em 2007, surgia, então a Emblematic, que na época desenvolvia óculos e conteúdo para realidade virtual.

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A especialista explicou que grande parte do trabalho de desenvolvimento de conteúdo em sua empresa é feito por atores, que fazem parte de uma história. Depois, tudo é transformado em animação, deixando as reportagens com visual parecido com games.

Como exemplo de trabalho desenvolvido por sua empresa, Nonny citou o Hunger in Los Angeles, que mostrou um homem com um ataque causado pela falta de glicose no sangue. Ela mostrou, ainda, histórias de violência doméstica, guerra na Síria e a vida em presídios.

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